Na  correria do dia a dia, nem sempre dá tempo de preparar os lanches mais nutritivos para garantir que a criança coma bem no período em que estará na escola. Sem contar que muitas vezes a criatividade simplesmente se esgota e com isso as preparações começam a enjoar. Para evitar que esta situação aconteça e facilitar sua rotina, alguns alimentos podem ser preparados com antecedência e outros podem ser congelados. As lancheiras térmicas são ótimas aliadas para aumentar as opções, já que permitem um melhor acondicionamento e conservação dos alimentos.

Como estão em fase desenvolvimento as crianças precisam consumir uma variedade de alimentos em quantidades adequadas. Para garatir uma refeição balanceada é importante combinar os três principais grupos alimentares, que são:

Construtores: Importantes para o crescimento. São as proteínas como queijos, iogurtes, leite, carnes e ovos;

Reguladores: Ricos em vitaminas e minerais. São as frutas, legumes e verduras;

Energéticos: São os carboidratos, como pães, biscoitos e bolos caseiros.

Outro detalhe importante é a cultura da boa alimentação na rotina da familia. Não adianta os pais acharem que as crianças vão gostar de comer lanches saudáveis na escola se eles se alimentam mal em casa. Os adultos devem dar o exemplo, explica a nutricionista, Adriana Stavro.

Mas afinal, o que colocar na lancheira?

Sucos são uma grande dúvida. É difícil mandar os naturais, porque muitos perdem o gosto e os micronutrientes se não são ingeridos na hora. Para evitar que isso aconteça, escolha frutas com menor velocidade de oxidação, como goiaba, acerola, abacaxi e maracujá. Com o passar do tempo, a bebida perde mesmo uma parte das vitaminas, mas, ainda assim, é mais saudável que as versões industrializadas. Para armazenar e transportar, prefira as garrafas térmicas.

Evite os  embutidos. Parece prático, mas um sanduíche com frios, como o peito de peru, não é um aliado da saúde. Isso porque esses alimentos são processados e apresentam conservantes, corantes, realçadores artificiais de sabor e uma quantidade muito alta de sódio. Além de acostumar o paladar das crianças com o excesso de sal.

Prefira os patês que são ótimos recheios para os sanduíches. Você pode prepará-los usando ricota, queijo tipo cottage ou cream-cheese como base. Basta colocar no processador com seus ingredientes favoritos. Pode ser salsinha, atum, cenoura… Se colocados em um pote de vidro fechado na geladeira, duram tres ou quartro dias. Para levar os lanches recheados à escola, embrulhe-os em papel-alumínio ou papel-filme, que ajudam a conservar o sabor.

As bisnaguinhas costumam ser a primeira escolha. No entanto, há alternativas mais saudáveis e sem tantos conservantes, como os pãezinhos de mandioca ou de cenoura encontrados na maioria dos supermercados e padarias. Eles também são pequenos, mais saborosos e como são feitos com ingredientes mais saudáveis, aumentam o valor nutricional do lanche.

Muitas vezes, os pais mandam maçã ou banana por conta da praticidade. Porem uva, morango, manga, melão ou melancia picados, em potes vedados, ajudam a diversificar o cardápio. Milho, tomate-cereja e cenoura baby também são excelentes opções.

Frutas desidratadas, mix de castanhas e cereais sem açúcar também são boas sugestões. Você pode colocar num saquinho ou num pote fechado. É prático e faz bem.

Os bolos são boas fontes de carboidratos, desde que preparados de maneira saudável, com menor quantidade de farinha branca, por exemplo. Pode ser de cenoura, limão, coco, laranja e até o de chocolate (feito com cacau em pó). No preparo, dá para substituir parte da farinha de trigo refinada por integral, aveia ou biomassa de banana verde. O açúcar comum pode ser trocado pelo mascavo, demerara ou de coco

Produtos lácteos são fontes de proteína, mas também estragam com facilidade. Para evitar que isso aconteça é só deixar o produto no freezer por algumas horas, o suficiente para congelar. Um pouco antes de ir para a escola, retire-o e coloque na lancheira. Até a hora do lanche, ele vai estar descongelado e fresco para o consumo.

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Adriana Stavro

Adriana Stavro

Adriana Stavro, formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria.
Adriana Stavro