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Aos pés da Praça Kant, entre as ruas Garapeba e René Zamlutti, está a Rua Agnaldo Manuel dos Santos. Embora seja uma rua de muitos prédios e casas, é possível que muitos de seus moradores sequer imaginem quem foi Agnaldo Manoel dos Santos. Conhecer a história desse baiano é, entretanto, de fundamental importância não só para quem mora na Chácara Klabin, mas para quem deseja conhecer a história da arte brasileira.

Agnaldo nasceu em dezembro de 1926, num lugar chamado Fonte de Beber, do vilarejo da Gamboa, na face norte da Ilha de Itaparica (BA). Órfão de pai e mãe muito cedo, o menino descendente de negros e de índios começou a trabalhar com 10 anos de idade, na roça, como lenhador e também fabricante de cal. Sua educação era primária, como a da maioria dos jovens de sua região.

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Tentando a vida em Salvador com cerca de 20 anos, conheceu o escultor Mário Cravo Júnior, quando esse pediu a Agnaldo para ajudá-lo a transportar as peças que estavam no caminhão até seu ateliê. Agnaldo pediu emprego para o conhecido artista,e ganhou a chance de ser vigia-zelador do estúdio. A partir daí sua vida mudaria para sempre. Com Mário, aprendeu a cortar mármore, manejar a prensa de gravura e fazer trabalhos na madeira – seu corte habilidoso vinha da época em que trabalhava com cal.

Influenciado pela cultura africana, misturada às técnicas que aprendeu com outros escultores com os quais conviveu graças ao mentor Mário Cravo Júnior, Agnaldo começou a esculpir suas primeiras peças, chamando a atenção de artistas e começando a ganhar espaço em exposições. A primeira foi o 4º Salão Baiano de Artes, em 1956, onde ganhou medalha de prata.

Poucos anos depois, em 1957, participou da IV Bienal de São Paulo, ano em que montou sua primeira individual, na Petit Galerie, Rio de Janeiro. Em 1959 e 1961, participou do Salão Nacional de Arte Moderna. Faleceu em 1962, em Salvador, devido à doença conhecida como Mal de Chagas. Após sua morte, foi homenageado em diversas exposições, incluindo Bienais e o internacional Festival Mundial de Artes Negras em Dacar (Senegal). Seu trabalho consta no acervo do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e integra importantes coleções privadas de arte.

Confira algumas obras de Agnaldo Manoel dos Santos:

Redação CHK

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