ra1Foi em um domingo no ano de 2008, folheando uma revista de uma famosa marca de carros, que os gêmeos André e João Roberto Orlando, moradores há 20 anos da Chácara Klabin, tiveram pela primeira vez a ideia de participar de um rally. Fãs de automóveis e de velocidade, os irmãos aceitaram o desafio. Fora do consultório de odontologia e do escritório de engenharia, eles descobririam não só um hobby, mas uma paixão e um estilo de vida.

A primeira competição aconteceu em 2009, em Ribeirão Preto, na categoria “turismo light” (categoria que não utiliza instrumentos para navegação). A partir da experiência, os gêmeos começaram a participar de inúmeras provas. “Na raça”, brinca André. “Quando começamos a fazer rally, nós pedíamos orientação para os outros competidores, mas ninguém nos ensinava nada”, lembra.

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A princípio, André e João Roberto participavam de competições anuais. Com o tempo e o gosto pelo esporte, logo passaram para campeonatos regionais, com diferentes distâncias. “Corremos rally de um dia, de 200, 300 quilômetros e duração de 4 a 6 horas, assim como já fizemos rally de três dias”, afirma João Roberto.

Além do percurso e da duração, as provas também se diferenciam por características regionais. “Os rallys são muito diferentes dependendo do lugar. O pessoal do Sul é mais pauleira, pra quebrar carro, jogar no barranco. O rally carioca é uma prova de uma velocidade maior. Nosso estilo é um rally de regularidade, em que você não pode chegar nem atrasado, nem adiantado”, comenta André.

Nas provas das quais participam, o objetivo da dupla é seguir o trajeto determinado pela organização, são realizadas em estradas de terra, vicinais abertas ou não, trilhas e plantações em fazendas. “No rally de regularidade, quando você erra um caminho, será obrigado a recuperar o tempo perdido. Nessa hora a prova vira praticamente um rally de velocidade”, explicam os irmãos.

A sensibilidade e a afinidade entre a dupla são também elementos extremamente importantes nesse tipo de competição. Um é o piloto, João Roberto, responsável pela condução do veículo, seguindo todas as orientações do navegador. O outro é o navegador, André, que tem como função passar ao piloto as instruções da planilha, descrevendo direção, alterações de velocidade e todo o cronograma a ser seguido durante a prova.

Segundo os irmãos, em um rally, além dos diversos desafios naturais, dificuldades podem surgir de uma hora pra outra. “Se todos andarem certinho, na velocidade correta, um carro a cada minuto, tudo dá certo. Mas se um carro entra no lugar errado e ele tenta te ultrapassar, você pode se atrapalhar”, contam.

A maior premiação para os irmãos, entretanto, não vem das medalhas e troféus, mas de sua maior admiradora. “Muitas vezes, por incrível que pareça, nós levamos nossa mãe, Dona Loise, com seus 85 anos, para o rally. Ela adora, curte pra caramba. Em diversas provas ela foi também nossa patrocinadora”, comemora João Roberto.

Quando pensam no futuro, os sonhos correm lado a lado com o esporte. “Nós queremos participar de rallys mais profissionais, como o Rally dos Sertões, por exemplo, que exige patrocinadores grandes. Mas também temos projetos mais pessoais, como fazer uma expedição, com dois ou três carros, para a Argentina, atravessando a Patagônia. A única certeza é que estaremos pilotando”, concluem.

Redação CHK

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