Observando os fatos e a economia do país, onde claramente vivemos uma quadra difícil, institucionalmente, economica e financeiramente e, cujas perspectivas não são tão positivas, quer seja em resultado e em tempo. Há um aumento no desemprego, inflação só não acelera mais porque não há consumo( todos os setores da economia sofrendo queda), custo do dinheiro aumento(até mesmo por força dos riscos) e, muita incerteza no ar;

Pensamos o que isto tem a ver com os condomínios? Se considerarmos que em geral este custo representa um percentual, mais ou menos expressivo, das despesas nos lares e que tem que forçosamente que ocorrer todos os meses, associado a aumentos acima dos indices de inflação, e, pior, por mais trabalho que se desenvolve, há enorme dificuldade de redução desta conta, algo tem que ser feito a titulo preventivo.

Ai entra o trabalho de quem conhece esta matéria, nada contra um trabalho continuo do Sindico(profissional ou não), juntamente com o(s) Conselho(s) e, no meu entendimento , com o suporte de alguma consultoria, que até pode ser da administradora, em que pese o fato de que a maioria das administradoras efetue as obrigações contábeis e legais, o que é seu objetivo primeiro. Ou seja, é necessário efetuar-se um programa de adequação de custos, analisando cada componente e sua devida estrutura. A partir disto , partir-se para uma revisão de alternativas e, dimensioná-las no sentido de apoiar decisões de implementação, que é a parte final, mas a mais importante.

Se não agirmos desta maneira, muitos dos condominios ao longo do tempo serão inviáveis, porque para além de terem custos aumentados, começam ter o fenomeno da inadimplência por diversas razões , o que piora em muito e os torna mais inviáveis. A consequência final disto é a redução do valor do Patrimônio, pois a venda de um apartamento com desproporcional custo de condominio versus o valor do imóvel, o torna de baixa liquidez, portanto sujeito a redução forte no valor de venda.

Para concluir, gostaria que esta matéria despertar-se nas pessoas que enfrentam ou podem enfrentar isto, o desejo de agir, preventiva ou corretivamente, não deixando as coisas se tornarem mais difíceis.

Jorge Zakzuk

Jorge Zakzuk

Engenheiro Industrial Mecânico, pós graduado em Engenharia Ambiental e Administração de Empresas, Extensão em Economia, ADESG RJ.
Jorge Zakzuk