Pioneiro em tecnologia e inovação no Brasil, o IMREA trabalha há 42 anos para proporcionar a melhor reabilitação aos seus pacientes

Ao falar sobre o tema saúde em São Paulo, muitos podem não conhecer a instituição do governo do Estado que já beneficiou milhares de pessoas na reabilitação física: O IMREA, que faz parte da Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Originado em sua unidade da Vila Mariana, em 13 de janeiro de 1975, localizada na Chácara Klabin, o local começou como uma Divisão de Reabilitação Profissional de Vergueiro (DRPV), já pertencendo ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Em 2009, fi nalmente tornou-se o Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMREA), atualmente compreendendo cinco unidades: Vila Mariana, Umarizal, Lapa, Clínicas e Morumbi, além do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, no Morumbi. Os espaços da Vila Mariana e Clínicas são os únicos que, além do SUS, realizam atendimento particular e por convênio.

Uma das notáveis características da instituição está em sua equipe complexa e especializada, que realiza um
tratamento multidisciplinar, com profissionais das áreas de Medicina, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Educação Física, Psicologia, Nutrição, Fonoaudiologia, entre outras. A equipe da CHK esteve no IMREA Vila Mariana e conferiu de perto como a instituição consegue fazer o ambiente tornar-se familiar, trabalhando em conjunto e tratando cada paciente como único.

Há nove anos no Instituto, a Dra. Mariane Tateishi é fisiatra e fala sobre suas impressões: “Desde que comecei minha rotina neste lugar, vejo um serviço público que destoa dos demais. Nem parece que é uma instituição pública”, afirma. Os tratamentos são divididos por casos de pequena complexidade e os que exigem uma atenção maior ou uma deficiência física um pouco mais complexa. Eles acontecem nos ambulatórios nas unidades de preferência do usuário ou via internação. Além de trabalhar a parte física, a fisiatra explica a importância de um acompanhamento psicológico. “Muitas vezes, as expectativas são altas. Acredito que, no momento da reabilitação, o paciente precisa passar por certas dificuldades. Eu mostro isso a eles e, no dia a dia, vão percebendo seus novos limites”.

É fato que, este grande cenário precisa caminhar junto com os novos avanços da medicina de reabilitação pela utilização de todas as tecnologias disponíveis que possam garantir os melhores resultados para cada diagnóstico. O instituto é pioneiro no Brasil, com laboratórios inovadores, que incluem análise do movimento e robótica. Além disso, são realizados altos investimentos na parte de pesquisa e ensino, com a oferta de cursos, workshops e capacitações para o médico e toda a equipe assistencial, tanto para os que trabalham na Rede Lucy Montoro
quanto para externos. A Dra. Mariane se emociona ao lembrar de casos difíceis, mas que tiveram um bom resultado final. “Teve uma paciente que chegou aqui totalmente desacreditada. Ela veio em uma maca e com muita dor nas pernas. Devido a uma infecção generalizada, acabou precisando amputá-las. Hoje, ela faz uso de uma prótese, voltou a estudar, faz exercícios, está namorando e seguindo com a sua vida”.

É possível se tornar voluntário do IMREA Vila Mariana e auxiliar no processo de reabilitação de uma pessoa com deficiência. O candidato precisa realizar uma inscrição na recepção da própria unidade e aguardar a seleção, que é feita pela coordenadoria da Associação dos Voluntários do Hospital das Clínicas (AVOHC). Se para toda equipe, o objetivo principal é devolver à pessoa com deficiência uma vida social da melhor forma possível para que ela e sua família entendam o processo, se adaptem e assumam sua nova condição, para nós, histórias como essas são mais uma prova de que o trabalho realizado no IMREA realmente pode ser uma extraordinária oportunidade de recomeçar.

IMREA VILA MARIANA:
Rua Domingo de Soto, 100
Chácara Klabin – São Paulo – SP
(11) 5180-7800
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:
Segunda a sexta-feira, das 6h30 às 19h
www.redelucymontoro.org.br

Redação CHK

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Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
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