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Mês das mães, de presenteá-las, homenageá-las.

Mas… como nasce uma mãe?

Uma mãe não nasce pronta, ela vai se fazendo aos poucos.

Vai se tornando a mãe que poderá ser um dia. Sua história, seja ela qual for, inicia na história de sua mãe, e talvez na de sua avó, criando modos e maneiras de viverem a maternidade.

Mães não são seres perfeitos. Não!!! São mulheres antes de tudo, que trazem em si um imenso potencial, que pode ser colocado em ação e frutificar em busca da própria felicidade e plenitude.

E esses frutos são tão especiais…

Mães são capazes de co-criar uma vida, tornando-se tudo para o outro enquanto se faz necessário…

de amar seu filho incondicionalmente, devotando-se de modo fecundo e natural, transbordando o amor espontâneo…

de dedicar-se de maneira exponencial, através de um intenso trabalho interior, superando amplas limitações, com garra, vontade e fé…

de oferecer segurança plena, acreditando no poder da sustentação, do colo, do abraço, que traduzem, em linguagem corporal, esse amor generoso…

de criar a paz onde habita o caos, pois entende a criatividade como geradora de novas energias, mesmo em meio a tempestades…

de inventar o humor, desde os mínimos gestos, fazendo-se portadora da alegria e da celebração…

de tornar o mundo mágico, pelo encantamento das palavras, da dança, do embalo…

de reordenar prioridades,  para que a vida fique mais leve das pressões das angústias dos dias e das noites…

de compreender os ritmos, acertando a cadência da vida em favor da comunhão dos seres e da evolução dos afetos…

de tornar-se desnecessária, para que os filhos descubram em si mesmo seus potenciais e necessidades de superação…

É… Ser mãe não é um status… Não poderia ser… Ser mãe é um processo… É movimento, é vibração, é sabedoria.

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Pode ser que você, mãe, se veja exatamente assim! E que maravilhoso deve ser a maternidade plena! Vibre, celebre, aproveite cada segundo! Mas pode ser que você não se veja ainda dessa forma. Pode ser que se veja imperfeita, cheia de desacordos, dilemas, indecisões, cabendo a você conhecer a si mesma e transformar aquilo que lhe faz sofrer. Vá em busca!

Pode ser que seu  filho lhe veja com todos esses atributos e valorize cada um deles, através de pequenos ou grandes gestos de gratidão! E você será a mãe mais feliz do mundo!

E pode ser que ainda não a veja dessa maneira, não completamente… Pode ser que os conflitos do dia a dia tornem essa relação nebulosa, cheia de conflitos. Não desista! Continue sendo o melhor de você mesma e quem sabe ainda melhor do que jamais foi! Perdoe…

Seja através dos filhos que já vieram, dos que já estão por vir, e pelos que ainda são planos futuros. A maternidade chegou até você e já te tornou especial. Permita-se ser tocada nas fibras mais especiais e sensíveis do seu Ser, acordando a semente geradora de vida, luz e amor.

Celebre hoje! E todos os dias.

Feliz Dia das Mães!

Andrea Tarazona

Andrea Tarazona

26 anos como Psicoterapeuta. Especializada em Psicologia Clinica e Psicologia Institucional. Atuando nas áreas: Psicoterapia de Adultos (individual e casal) e Adolescentes, Orientação para pais e gestantes.
Andrea Tarazona