A SABESP e a substituição da rede coletora na Chácara Klabin

Desde julho de 2013 os moradores da Chácara Klabin passaram a sofrer com os impactos da obra realizada pela SABESP na Avenida Prefeito Fábio Prado, que trouxe para o bairro problemas como a degradação de vias e calçadas, além do incômodo aos moradores e comerciantes próximos ao local. A princípio realizada no trecho da avenida próximo ao cruzamento com a Rua Vergueiro, a ação da SABESP se estendeu também ao trecho próximo à Praça Giordano Bruno, totalizando cerca de 6 meses de intervenção.

Com o intuito de entender o objetivo da obra e levar aos responsáveis as principais reclamações da comunidade sobre a qualidade do recapeamento feito, nos reunimos pela primeira vez com a SABESP no dia 29/07/13, onde fomos recebidos pelo Gerente da Divisão de Adução e Serviços Especiais do Centro, o engenheiro Edison Rui Moreali.

Moreali explicou que a rede de esgoto da Chácara Klabin era composta de pequenas tubulações independentes (prédios, casas, comércios), que despejavam seu fluxo em tubulações maiores, que, por sua vez, esgotavam-se no Coletor Tronco Ipiranga. Com o amplo crescimento do bairro nos últimos anos, a rede atual precisou ser redimensionada, para que a demanda de esgotos da região não ultrapassasse a capacidade nominal das tubulações.

A obra realizada na Chácara Klabin, que faz parte do projeto Córrego Limpo, visou a construção de uma rede única de coleta no bairro, com diâmetro aproximado de 400mm, que reunirá todo o fluxo das tubulações locais, que esgotará no CT Ipiranga. Este coletor, de 1200mm de diâmetro, que percorre a Avenida Professor Abraão de Morais e a Avenida Ricardo Jafet em sua totalidade, afastará o esgoto da Chácara Klabin para o ITA 1, interceptor Tamanduateí (2000mm). De lá, o fluxo segue para Barueri, onde é tratado pela SABESP.

Em nossa primeira visita à SABESP, levamos fotos que mostravam a baixa qualidade do serviço de recapeamento no trecho onde ocorreu a obra, e os rastros que o serviço havia deixado. A SABESP atendeu nossas solicitações e pediu à empresa contratada que desse maior atenção à reposição do pavimento asfáltico nos pontos reclamados. Em poucos dias todos os problemas apontados foram resolvidos.

Av. Pref Fabio Prado

Av. Pref Fabio Prado

Cerca de 20 dias depois, as obras recomeçaram em outro trecho da Avenida Prefeito Fábio Prado, entre a Rua Voltaire e a Rua João Luis Vives, próximo à Praça Giordano Bruno. Uma faixa inteira foi interditada na avenida (sentido à Rua Vergueiro). Após algumas semanas a obra estava terminada, os caminhões não ocupavam mais a via, entretanto novamente existiam rastros do serviço realizado. Mais uma vez tiramos fotos do local e as enviamos para os responsáveis da SABESP.

Dessa vez tivemos o apoio da Subprefeitura da Vila Mariana para resolver a questão, na figura do subprefeito Luiz Fernando Macarrão. Após nosso contato explicando a situação, recebemos no dia 06/11/13 a visita do Supervisor de Projetos e Obras da Subprefeitura da Vila Mariana, Marcelo L. Ramos, que conferiu de perto o estado do asfalto na Avenida Prefeito Fábio Prado e outros problemas como uma faixa de pedestres que desapareceu após a primeira fase das obras no local. Marcelo nos garantiu que a Subprefeitura fiscalizaria de perto a resolução por parte da SABESP, sob pena de multa em caso de não cumprimento.

Poucas semanas depois a SABESP voltou à Chácara Klabin para recuperar a via, recapeando todo o trecho da avenida em que a obra foi realizada. Muitos moradores reclamaram que a empresa apenas recuperou metade da via, ocasionando uma dupla tonalidade de pisos no asfalto. Entretanto, a empresa cumpriu o Decreto Municipal 46.921/2006, de 18/01/2006, que “estabelece critérios adicionais para a execução de obras de infraestrutura urbana nas vias públicas abrangidas por programas de pavimentação e recapeamento asfáltico, bem como para a reparação de pavimentos danificados por obras de infraestrutura urbana executadas em todas as vias públicas”.

Recapeamento

Recapeamento

Segundo a comunicação da SABESP, através de email recebido na época: “Para vias coletoras (esta é a classificação da Avenida Prefeito Fábio Prado), em obras executadas através do método destrutivo, o decreto mencionado diz que ‘em valas longitudinais à via, a repavimentação deverá ser feita em toda a largura das faixas de trânsito afetadas, bem como em toda a extensão das quadras abrangidas pela instalação’. A reposição de pavimento que estamos executando no local está sendo da seguinte forma: inicialmente, é efetuada a reposição pontual do pavimento danificado (cerca de 1 metro de largura, somente o que foi danificado para assentamento da tubulação). Quando concluímos a substituição da rede em um quarteirão, efetuamos a fresagem do pavimento (o asfalto é “descascado” com o auxílio de equipamentos apropriados) na largura da faixa de trânsito afetada (de 3 a 4 metros de largura, em média, dependendo do trecho) e é aplicada uma nova camada de asfalto”.

Em janeiro de 2014 a SABESP começa uma terceira fase da obra de substituição da rede coletora. Segundo a empresa: “Sobre as obras na Chácara Klabin informamos que ainda será realizada uma intervenção na R. Montesquieu X Avenida Prefeito Fábio Prado e será assentado um trecho de rede coletora na Avenida Prefeito Fábio Prado entre a R. Prof. Carolina Ribeiro (lado Praça Giordano Bruno) e a R. Francisco Cruz”.

Fiscalizaremos de perto novas obras levando as reclamações e interesses dos moradores aos órgãos competentes. Acreditamos nessa comunicação entre SABESP, Subprefeitura da Vila Mariana e representantes do bairro como modelo de uma comunidade ativa, que se organiza e luta pelo bem comum de todos os moradores. Acompanhe todas as nossas ações através do nosso site e siga nossa página no Facebook.

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Redação CHK

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