As atividades acontecerão no dia 1º de dezembro gratuitamente

A data de 1º de dezembro marca o Dia Mundial de Luta contra AIDS – estabelecido em 1987 pela Assembleia Mundial de Saúde, com apoio da ONU – e o Sesc Vila Mariana terá uma programação especial para a oportunidade. Testes gratuitos com o Instituto Barong, oficina de confecção de adereços com camisinhas – ministrada pela artista Adriana Bertini -, uma roda de conversa com a antropóloga e gerontóloga Andrea Lopes e a fisioterapeuta Carla Maria de Abreu Pereira sobre AIDS e sexualidade na velhice, e um bate-papo sobre gênero e AIDS, diversidade e prevenção, com a atriz, professora e ativista Renata Carvalho e o educador Welton Gabriel, com mediação da jornalista Filomena Salemme.

Todas as atividades acontecem no dia 1/12, sexta-feira, entre 13h e 21h, gratuitamente. 

Segundo o Setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade Federal Fluminense (DST-UFF), o Dia Mundial de Luta contra AIDS ajuda a reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988. O símbolo da campanha de luta contra a AIDS é o Laço Vermelho, criado em 1991 pela VIsual AIDS, um grupo de artistas de Nova Iorque, com a intenção de homenagear colegas que padeciam da doença. Segundo Frank Moore, membro do grupo, o símbolo foi escolhido por remeter às ideias de sangue e paixão e teve como inspiração o Laço Amarelo, utilizado como honraria aos soldados engajados na Guerra do Golfo. O Laço Vermelho foi exibido em público pela primeira vez em 1991, pelo ator Jeremy Irons, na entrega do Tony Awards.

Programação

Camisinha na mão! Confeccionando adereços decorativos
Com Adriana Bertini
13 às 15h
Sala Corpo & Artes – 6º andar, Torre B
Classificação indicativa: 12 anos
Grátis | retirada de senhas com 30 minutos de antecedência, na Central de Atendimento

Nesta oficina, os participantes poderão criar o Laço Vermelho, símbolo de solidariedade e comprometimento na luta contra a AIDS, que pode ser usado como quadro ou diferentes formas de decoração que nos sensibilizem para a importância desta data.

Adriana Bertini é uma artista brasileira que cria belos vestidos utilizando preservativos rejeitados por testes de qualidade. Mesclando as técnicas de coloração, recorte e colagem, a artista usa e abusa das técnicas de modelagem e costura, crochê, tricô e tapeçaria, criando estamparias flexíveis com uma infinidade de padronagens, chegando a resultados do concreto ao abstrato.

Prevenção com Instituto Barong | Testagem Rápida para HIV
14h30 às 21h
Entrada da Unidade
Classificação indicativa: 12 anos
Grátis | senhas no local

Será oferecido ao público testes de HIV rápidos e gratuitos. Esses testes fazem uso da saliva como material para análise e serão realizados individualmente dentro da Van especialmente construída pelo Instituto Cultural Barong para levar esta ação para diversas regiões do país.

teste da saliva é feito com um cotonete especial que é passado na gengiva e na bochecha do indivíduo, a fim de coletar uma amostra de líquido e células que será avaliada no teste. O resultado sai após cerca de 10 minutos e é dado individualmente para cada indivíduo testado. Ele deve ser feito pelo menos 30 dias depois do comportamento de risco que pode ser, por exemplo, o contato íntimo sem camisinha ou uso de drogas injetáveis e deve-se estar pelo menos há 30 minutos sem comer, beber, fumar e escovar os dentes, além de ser necessário retirar o batom antes de fazer o teste.

Vamos falar sobre Sexualidade? Desmistificando o amor na velhice
Com Andrea Lopes e Carla Maria de Abreu Pereira
15h às 17h
Sala Corpo & Artes – 6º andar, Torre B
Classificação indicativa: 18 anos
Grátis | senhas no local

Nesta Roda de Conversa, a antropóloga e gerontóloga Andrea Lopes e a fisioterapeuta Carla Maria de Abreu Pereira mediarão uma troca de conhecimentos e experiências junto ao público, trazendo para a discussão, de maneira leve e descontraída, situações cotidianas e estigmas do modo como o tema da sexualidade é encarado por nós em nossa individualidade e também pela sociedade quando é relacionada à velhice.

Sexualidade é assunto complexo em nossa sociedade, não é de hoje. Recentemente, tem motivado discussões calorosas na grande mídia e também no universo da arte. Controvertido e de conceituação difícil, tem sido alvo de tabus, repressões e distorções. Muitos a consideram como sinônimo de genitalidade e que sua prática cumpriria apenas fins de reprodução. Porém, Sexualidade pode ser entendida como aquilo que dá vazão a sentimentos como o amor, embora permita também que outros, como agressividade e violência, possam manifestar-se por meio dela.

Sobre Gênero e AIDS: Discutindo diversidade e prevenção
Com Renata Carvalho e Welton Gabriel, com mediação de Filomena Salemme
19h às 21h
Praça de Eventos (capacidade: 250 pessoas)
Classificação indicativa: 12 anos
Grátis | sem retirada de senhas

A proposta do bate-papo é compartilhar com o público as experiências do que significa o assumir ser soropositivo e fazer uso desta condição para ajudar outras pessoas, bem como compartilhar experiências do ser transgênero. Dentre as populações que mais vem se apresentando suscetíveis ao vírus HIV estão as pessoas transgênero.

Segundo a UNAIDS, em países com epidemias concentradas, a maioria das infecções por HIV ocorre entre as populações-chave: pessoas que injetam drogas, profissionais do sexo, pessoas transgêneros, pessoas privadas de liberdade, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens e seus parceiros sexuais. Fora da África Subsaariana, populações-chave e seus parceiros sexuais representaram 80% das novas infecções por HIV em 2015. Mesmo na África subsaariana, as populações-chave e seus parceiros sexuais são uma parte importante da epidemia de HIV: em 2015, 25% das novas infecções ocorreram entre esse grupo, sublinhando a importância de alcançá-los com serviços. Globalmente, os homens gays e outros homens que fazem sexo com homens representaram 12% das novas infecções em 2015, enquanto profissionais do sexo e pessoas que usam drogas injetáveis representaram 5% e 8% das novas infecções, respectivamente. Além disso, os dados relatados por países em todo o mundo mostram que a prevalência do HIV entre as populações-chave é muitas vezes maior do que a população geral.

 

Sesc Vila Mariana
Rua Pelotas, 141, São Paulo – SP
Informações: 5080-3000
sescsp.org.br
Facebook, Twitter e Instagram: /sescvilamariana

 

Redação CHK

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Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
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