Para entendermos o conceito do Segurança Participativa, conversamos com o idealizador do projeto, o 1º Tenente Marcos Verardino, que é policial há 12 anos e atualmente trabalha no Batalhão de elite da Polícia Militar, a ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). Verardino, além de ter cursado a Academia de Polícia Militar do Barro Branco, é Bacharel em Direito e possui especializações em Operações Especiais, Ações Táticas, Controle de Distúrbios Civis e Gerenciamento de Crises, tendo trabalhado nos batalhões mais remotos da Zona Sul de São Paulo, que atendem bairros com altos índices de ocorrências, como Jardim São Luís, Capão Redondo e Jardim Ângela.

Tenente Verardino

Tenente Verardino

Iniciamos a nossa conversa falando sobre o artigo 144 da Constituição Federal, que diz: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos (…)”. Há nessa frase, entretanto, um conceito que frequentemente é deixado de lado quando pensamos na questão da segurança pública: nossa responsabilidade. Para a maioria das pessoas, é difícil conceber de que forma um cidadão comum, sem farda, arma ou treinamento adequado poderia combater o crime em seu bairro.

Para o Tenente, morador da Chácara Klabin há mais de 30 anos: “De fato, é obrigação do Estado prover a segurança dos cidadãos, por meio de seus órgãos policiais. Entretanto, a participação da comunidade é extremamente importante, uma vez que a comunidade unida com a Polícia tem armas que podem dificultar muito a ação dos criminosos”.

Sobre o projeto e qual é o papel dos moradores, ele nos explica: “O Projeto Segurança Participativa se baseia em dois pontos:

  • O primeiro é a prevenção, onde os moradores e funcionários dos condomínios precisam aprender a seguir procedimentos básicos de segurança, de modo que não facilitem a ação dos bandidos, que, por sua vez, sabem aproveitar os mínimos descuidos.
  • O segundo ponto é a comunicação rápida entre os moradores, funcionários dos condomínios e a Polícia Militar.

É impossível colocar uma viatura em cada rua do bairro, mas podemos colocar um olho atento em cada condomínio. Esse é o conceito do projeto Segurança Participativa, fazer com que os moradores e funcionários saibam identificar atitudes suspeitas ou ainda atitudes criminosas, e acionar a Polícia Militar de forma rápida e com dados precisos”.

Implantado em outros bairros e cidades como Higienópolis, Itaim Bibi e Jundiaí, utilizando outros nomes, mas com o mesmo conceito, a iniciativa já conseguiu diminuir consideravelmente os índices de violência nas regiões.

Redação CHK

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Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
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