A “saidinha” de banco é uma modalidade criminosa que está se tornando cada vez mais comum nos grandes centros urbanos de todo o país. Consiste no assalto a pessoas que acabaram de realizar saques de grandes quantias em estabelecimentos bancários ou caixas eletrônicos, geralmente por dois indivíduos armados em uma motocicleta que anunciam o roubo já próximo da residência ou do trabalho da vítima.

Constantemente vemos nos noticiários relatos de ocorrências deste tipo que, além de causar grande impacto financeiro nas vítimas, causam mortes, feridos e grande trauma por conta da violência com que ocorrem, deixando suas vítimas com total sensação de impotência com relação aos marginais e causando sensação de insegurança em toda a comunidade.

O tema se mostrou tão preocupante que a Prefeitura de São Paulo, a exemplo de outros municípios, sancionou uma lei proibindo o uso de telefones celulares dentro de estabelecimentos bancários para receber ou realizar chamadas ou mensagens de texto, inclusive com pena de multa para o estabelecimento que permitir tal prática.

saidinha

Ocorre que tal medida, apesar de ter dificultado a ação dos marginais, ainda se mostra incapaz de evitar este tipo de crime, uma vez que as quadrilhas são muito bem articuladas e agora, ao invés de avisarem seus comparsas por telefone de dentro das agências sobre um cliente que acabou de sacar grandes quantias, eles o acompanham até o lado de fora da agência, onde apontam a vítima para outros meliantes ou a seguem enquanto transmitem o paradeiro para os comparsas que anunciarão o assalto.

E como evitar ser vítima de uma “saidinha de banco”?

Algumas medidas podem ser tomadas para evitar ser alvo deste crime, são elas:

– Evite sacar valores altos em espécie. Prefira sempre as transações eletrônicas, que oferecem mais segurança, comodidade e eficiência. Exemplos: DOC, TED, transferência via telefone e Internet.

Se tiver de realizar saques de valores altos:

– Nunca conte dinheiro em público. Se houver necessidade disso, faça em local reservado da agência. Algumas instituições possuem locais reservados para essa finalidade. Informe-se com um funcionário do banco;

– Não comente com estranhos sobre a operação que realizou ou realizará;

– Procure ir ao banco sempre acompanhado;

– Seja discreto e rápido ao conferir o seu dinheiro e sair do banco;

– Procure mudar seus trajetos e horários de ida à agência;

– Desconfie de pessoas que fiquem por longo período dentro das agências sem realizar qualquer operação;

– Caso sinta que está sendo observado ou seguido, vá diretamente até um posto policial;

*Recentemente tivemos uma ocorrência deste tipo na Chácara Klabin, mas a vítima percebeu que estava sendo seguida e foi até nossa Base Comunitária, o que possibilitou a prisão de dois indivíduos armados em uma motocicleta.

– Caso não encontre um posto policial, entre num local movimentado, acione a Polícia Militar (190) ou Base Klabin (5549-0224) e informe as características do observador. Não estacione até os indivíduos irem embora ou serem abordados pela Polícia;

– Ao efetuar depósitos no caixa eletrônico, tome cuidado para que não haja troca de envelopes. Não peça, nem aceite ajuda de estranhos. Procure, sempre, a ajuda de um funcionário identificado do banco;

– Se desconfiar de que está sendo observado por suspeitos no interior de uma agência, procure um funcionário identificado do banco ou um segurança.

Marcos Verardino

Marcos Verardino

Marcos Verardino é 1o Tenente da Polícia Militar do estado de São Paulo. Bacharel em Ciências da Segurança Pública pela academia do Barro Branco. Bacharel em Direito. Atualmente comanda um pelotão da ROTA.
Marcos Verardino