A Luís Molina é uma das principais vias da Chácara Klabin e nos acostumamos a repetir esse nome. Mas você sabe quem foi o homem homenageado na nomenclatura da rua?

Luís de Molina nasceu na Espanha, em 1535. Foi um jesuíta, teólogo e jurista espanhol. Faleceu em Madrid em 1600. Foi um dos personagens mais bem-dotados e cultos do período de revitalização da escolástica na Península Ibérica do século XVI.

Membro da ordem Jesuíta, Molina passou vinte e nove anos de sua vida em Portugal, primeiramente como estudante, depois como professor de Teologia, Direito e Filosofia. Ele foi um erudito talentoso e um escritor preciso, cuja devoção incansável aos estudos o dispôs a escrever Concordia, sua obra teológica mais famosa. Embora seja melhor conhecido como teólogo, Molina também foi um renomado advogado e um filósofo político astuto. Escreveu sobre inúmeros assuntos, desde escravidão e economia à guerra.

Por trás do pensamento social de Molina há uma inabalável crença, partilhada por muitos dos primeiros pensadores jesuítas, no livre arbítrio da pessoa humana. Segundo Molina, “O agente chamado de livre é aquele que, uma vez postulados todos os pré-requisitos para agir, é capaz de agir ou não agir, ou é capaz de fazer determinada coisa de modo tal que também seja capaz de fazer algo contrário. ” Teologicamente, o foco de Molina na liberdade da vontade torna-se algo mais intrincado, e, no século XVI, mas controverso – o entendimento da natureza da ação humana livre à luz da graça de Deus e da divina presciência. Em essência, a pessoa humana, diz Molina, é um agente ativo da divina vontade.

A visão de Molina sobre esses assuntos, e muitos outros, continua a influenciar teólogos, filósofos e economistas até os dias de hoje.

Redação CHK

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