A Rousseau é uma das principais vias da Chácara Klabin e nos acostumamos a repetir esse nome. Mas você sabe quem foi o homem homenageado na nomenclatura da rua?

Jean-Jacques Rousseau foi um importante filósofo, teórico político e escritor suíço. Nasceu em 28 de junho de 1712 na cidade de Genebra (Suíça) e morreu em 2 de julho de 1778 em Ermenoville (França). Rousseau não conheceu a mãe, pois ela morreu no momento do parto. Foi criado pelo pai, um relojoeiro, até os 10 anos de idade. Em 1722, outra tragédia familiar acontece na vida de Rousseau, a morte do pai. Na adolescência foi estudar numa rígida escola religiosa. Nesta época estudou muito e desenvolveu grande interesse pela leitura e música.

No final da adolescência foi morar em Paris e, na fase adulta, começou a ter contatos com a elite intelectual da cidade. Foi convidado para escrever alguns verbetes para a “Enciclopédia”. Com isso, tornou-se um dos maiores nomes do movimento Iluminista: movimento político-filosófico que se caracterizou pela defesa dos direitos e da liberdade dos cidadãos. Os filósofos, entre eles, Voltaire, Diderot e Montesquieu (outros nomes conhecidos na Chácara Klabin), exaltavam a razão, dizendo que ela guia o homem para a sabedoria e desprezavam toda e qualquer crença de forma religiosa. Nesse momento Paris se transformava na capital intelectual da França, contribuindo com o acontecimento da Revolução Francesa.

Escreveu, além de estudos políticos, romances e ensaios sobre educação, religião e literatura. Sua obra principal é Do Contrato Social. Nesta obra, defende a ideia de que o ser humano nasce bom, porém a sociedade o conduz a degeneração. Afirma também que a sociedade funciona como um pacto social, onde os indivíduos, organizados em sociedade, concedem alguns direitos ao Estado em troca de proteção e organização.

Pensamentos e ideias defendidas por Rousseau:

 O filósofo, no conjunto de suas obras, nos alertaria para a complexa relação homem-sociedade enfatizando, sobretudo, as inúmeras formas de “corrupção” do homem pela sociedade. O homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe, diz o filósofo. O homem em seu estado natural é um ser puro, desprovido de quaisquer formas de corrupção. Contudo, através do seu convívio na sociedade ele adquire novas “necessidades”, e com elas, surgem novos desejos que objetivam ser realizados. Através do convívio social o homem torna-se um ser degradado e decompõe suas estruturas. O homem cria novas necessidades, surgidas através do convívio em sociedade, e assim sendo, deseja satisfazê-las. Desta forma, passa a agir em função destas necessidades.

Monumento de Jean-Jacques Rousseau em Genebra

“O mais forte não é suficientemente forte se não conseguir transformar a sua força em direito e a obediência em dever”

“A razão forma o ser humano, o sentimento o conduz.”

“Para conhecer os homens é preciso vê-los atuar”

(Rousseau)

Redação CHK

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