Plantando Juntos e resgatando Mata Atlântica em área urbanas, além de toda população em geral, todos estão convidados para mais um plantio urbano, inclusive os CADES Regionais, a Prefeitura Regional e outros conselhos de SP, para reforçar a união e articulação em torno da missão de apoiar a concretização dos ODS em todas as regiões da cidade de São Paulo no dia 10 de março, das 10h às 15. A área de plantio será comunicada em breve. 

O Plantio Global é uma ação colaborativa e comunitária que congrega diversos grupos que já realizam plantios em suas localidades, buscando ainda incentivar a criação de novos grupos, para que, de maneira integrada, realizemos plantios em uma determinada data, para por meio desta ação, ampliemos a conscientização e práticas de ambientais, assim como viabilizemos a troca de experiências e conhecimento e ainda possamos auxiliar a construção de políticas públicas para o setor.
Essa ação está congrega a parceria de diversos grupos, entre iniciativas privadas e poder público, em diferentes cidades do Brasil e do mundo. Até o momento são mais de 50 cidades e 10 países mobilizados para essa ação e está se ampliando dia-a-dia.

17190898_1460879893953719_4762817366409999583_nA cidade de São Paulo, e muitas outras cidades, trocaram no último século sua imensa biodiversidade nativa por 90% da vegetação urbana de origem estrangeira. Hoje, o paulistano desconhece sua vegetação ancestral, suas frutas, estética, espécies e fauna. A proposta visa criar, ação que respeita as técnicas ecológicas e botânicas, recuperando trechos de Mata Atlântica com alta biodiversidade e capacidade de serviços ambientais em harmonia com a estrutura urbana. Sua composição e densidade devem respeitar a dinâmica natural do bioma no planalto paulistano, o que resulta em um crescimento extraordinariamente rápido e de baixa manutenção. Após estabelecida, uma pequena floresta se torna uma eficiente ferramenta de lazer, redução da temperatura, aumento da umidade do ar, diminuição de enchentes, filtragem de poluentes e poeira do ar e água, redução de poluição sonora e principalmente um mecanismo de educação ambiental para cidadãos de todas as idades.

O objetivo é contribuir, de forma coletiva e comunitária, para a metrópole sustentável do futuro, que respeita a rica paisagem ancestral, conciliando-a com a paisagem construída, sua dinâmica urbana e seus patrimônios, unindo as pessoas para juntas vencermos os desafios.

BENEFìCIOS?
A oportunidade de se efetuar um plantio que tenha a capacidade de produzir uma ação transformadora, resgatando e valorizando os elementos da vegetação nativa da cidade, deve ser vista com total atenção e receptividade por todos, ainda mais quando se propõe a fazer uma intensificação de espécies da mata atlântica. Esta ação poderá resultar em inúmeros benefícios já citados, dos quais elencamos mais alguns:
⁻ uso de espécies nativas, com valorização da biodiversidade, pouco conhecida pela população;
⁻ promover funções ecológicas como melhoria na qualidade dos solos, que por sua vez, contribuirá para a melhoria nos ciclos d’água;
⁻ permitirá o desenrolar de processos de sucessão ecológica, com espécies pioneiras, secundárias e climáx, além do plantio de espécies de ciclo longo, seculares até;
⁻ as melhoras no ciclo d’água não ficam apenas na recarga dos lençóis, mas na diminuição do escoamento superficial, reduzindo enchentes, e também como repositora de umidade do ar nas estações mais secas;
⁻ em especial, a vegetação nativa colabora como conectividade na paisagem local para uso da fauna e consequente fluxo genético entre os grandes maciços dos parques presentes na periferia da cidade, como o Parque das Fontes do Ipiranga, o Parque da Cantareira e a Região de Parelheiros, com diversas unidades de conservação municipais, sendo este fluxo genético importante para o equilíbrio da vegetação destes locais;
⁻ possibilita ainda o conforto visual e o bem estar dos moradores e frequentadores da região, funciona como reservatório de sequestro de carbono, além de colaborar na amenização das ilhas de calor urbano, principalmente em regiões de forte adensamento de áreas edificadas, como a região da Lapa.

Enfim, as áreas permeáveis e vegetação restaurada são importantes, pois colaboram na recarga hídrica, em especial a vegetação nativa, que por sua vez colabora como conectividade na paisagem local para uso da fauna e funciona como reservatório de sequestro de carbono, além de colaborar na amenização das ilhas de calor urbano, principalmente em regiões de forte adensamento de áreas edificadas, como a região da Lapa. Assim, é fundamental que haja plantios cidadão e comunitário permanentemente com plantio adensado de espécies nativas em área pública, uma vez que apoia a concretização das diretrizes do Plano Diretor Estratégico, as premissas da Agenda 2030 e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS. Ressaltamos ainda que esta iniciativa está em conformidade com a Portaria nº 90/SVMA – G/2015, publicada no D.O.M., de 5 de dezembro de 2015, que determina a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS definidos na Agenda 2030, Programa da ONU do qual o Brasil é signatário, como orientadores das ações do Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz para fomento à cultura e dos ideais de sustentabilidade e apoiadores de ações públicas ou privadas de conservação do meio ambiente e de promoção do desenvolvimento sustentável e cultura de paz. Diversos ODS serão atendidos com esta iniciativa, especialmente o Objetivo 11 – Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis e o Objetivo 15 – Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

COMO?
Este grupo e cada pessoa que tem a intenção de participar do plantio, se auto organizar respeitando as questões locais e legais. Algumas diretrizes gerais e especificas a serem adotadas em cada cidade/local/grupo de plantio são importantes serem observadas:
1. A boa conduta e respeito às regras locais deve ser amplamente divulgado a todos de cada grupo/liderança
2. Divulgar a data, dia 19/03/17 e o horário será das 10h até terminar o número de mudas
3. Divulgação do evento por meio de organização local de plantio sempre adicionando a hash tag: #plantioglobal #globalplanting #plantaciónmundial
4. Respeitar as normas técnicas de plantios urbanos, não devemos agir de forma ilegal
5. Seguir boas práticas e procedimentos de plantio, remoção e destinação correta de entulho ou fazer abertura simples do berço, com tamanho e profundidade adequadas ao torrão, usar adubação orgânica, cobertura morta (triturados, palha, etc), utlizar estacas ou tutores com amarração, quando possível
6. Utilizar mudas com altura acima de 1,5 m, principalmente em espaço público
7. GARANTIR ao cuidado e a rega pós plantio
8. Adoção por AMOR com profunda missão = COMPROMISSO. Abraçar o local do plantio e essas árvores plantadas até a sua autossuficiência para sobreviver e manejo do local de plantio
9. Comunicação integrada e articulado em nossas redes e grupos para que as informações possam ser disseminadas por todos em suas páginas individuais
10. Usar a mesma # para reunirmos as informações para organizarmos as publicações nas mídias, os registros fotográficos e de vídeo: #plantioglobal #globalplanting #plantaciónmundial

Mais informações, confira no evento: https://www.facebook.com/events/1505822219462916/?active_tab=about

Redação CHK

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Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
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