Inspirado na Chácara Klabin, o novo espaço de convivência para cães da região já é um sucesso

Quando se mudou para a Vila Mariana, há 1 ano, Michelle Caçapava não imaginava que tão rapidamente conseguiria criar laços de amizade na região e, mais do que isso, transformar o bairro em que mora. Apaixonada por seus cães, costumava passear pelas ruas calmas próximas à sua residência, até que em uma noite conheceu a praça Rosa Alves e percebeu que não era a única a passear com seus pets por ali. Graças a Pietro Varoli, morador que conheceu dentro da praça, ela entrou para um grupo dentro de uma rede social, conseguindo em pouco tempo iniciar a organização de encontros e eventos como a festa junina realizada em 2016, que foi um sucesso.

Sua paixão sempre a fez estar presente em eventos para cachorros, em qualquer lugar da cidade. Quando ficou sabendo da inauguração do ParCão da Chácara Klabin, em maio de 2016, fez questão de conferir pessoalmente o projeto. “Naquele momento fiquei encantada com o espaço e já imaginei como seria um sucesso fazer o mesmo na Praça Rosa Alves”, lembra. Depois daquele dia, Michelle entrou em contato com o Daniel Moral, que é um dos idealizadores do ParCão na Chácara Klabin, solicitando um encontro para a apresentação da ideia. A partir daí o vereador Police Neto e a Subprefeitura da Vila Mariana envolveram-se no projeto e tudo começou a acontecer. “Quando a ideia é boa, a população é engajada e o poder público é participativo, tudo acontece!”, lembra Daniel.

Após alguns meses de desenho e reuniões, em dezembro de 2016 o ParCão Rosa Alves foi implantado por meio de um mutirão de mais de 40 moradores do bairro e frequentadores da praça, além do apoio da Subprefeitura da Vila Mariana, Revista CHK, vereador Police Neto, e empresas parceiras. O objetivo do mutirão ultrapassa o seu motivo principal, que é a construção do espaço, ele tem também o papel de criar o sentimento mais importante para que o parcão se mantenha “vivo”: o engajamento e sentimento de pertencimento aos moradores do bairro.“Cada um levou algo para comer e beber, montamos uma mesinha que fi cava disponível e as pessoas se revezavam na contrução do ParCão. Foi sensacional”, conta Michelle. O evento teve música, captação de doações e degustação de comidinhas naturais. Além disso, várias marcas destinadas a produtos para cachorro doaram brindes.

A área cercada permite que os cães possam correr e brincar sem coleira, sem o risco de fuga para a rua. O espaço conta com uma área maior, destinada aos cães no geral, e uma menor, para aqueles que ainda têm medo ou não são sociáveis. Brinquedos, porta sacos, lixeiras, placas de sinalização e orientações estão espalhadas por todo o local. Assim, o espaço passa a conscientizar que, apesar de ser público, só terá sucesso se a comunidade garantir o bom uso e a conservação do mesmo. Michelle reconhece que, ao lado de outra moradora, Fernanda Ávila, foram as idealizadoras, mas que a responsabilidade do ParCão Rosa Alves é de todos que o frequentam. “Acredito que as pessoas ficaram com esse sentimento de responsabilidade, de que foi algo suado, porém prazeroso, e que se não cuidarmos como um espaço extra de nossa casa, de nosso quintal, perderemos este bem precioso conquistado”, afirma.

Dentre os projetos futuros para o ParCão está a criação de um fundo de doação para realizar sua manutenção, que inclui colocar saquinhos nas lixeiras, saquinhos dentro dos cata-cacas, compra de bituqueiras e, além disso, para ajudar os animais que são abandonados e/ou precisam de tratamento. “Isso já foi feito para uma das moradoras e frequentadoras que achou uma cachorrinha atropelada na estrada e levou para casa. A mobilização do grupo foi tão grande e tão bacana que queremos expandir essa ideia, ainda em estagio inicial”, conta Michelle. Além disso, o grupo, que adorou fazer parte de algo social, já está com novos projetos de melhorias para o bairro, extrapolando os limites da praça, tal como o escadão no final da rua Guimarães Passos, em que cujo plano é torná-lo um escadão de treinamento para exercícios físicos.

Michelle desabafa que apesar de todas as dificuldades, a sensação de o ParCão Rosa Alves estar de pé é maravilhosa: “Saber que conseguimos conquistar um espaço para nossos cães, que são membros da família, não tem preço. Me emociono sempre que falo do projeto, pois uma conquista como essa melhora nosso bairro, e se cada um fizesse um pouquinho, nossa cidade também seria cada vez melhor, pois potencial ela tem de monte. Basta as pessoas se mexerem”. Este é mais um exemplo de que moradores unidos conseguem transformar o local onde vivem, com força de vontade e articulação.

Redação CHK

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Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
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