Foi numa deliciosa tarde de quinta-feira que a apresentadora de TV mais querida do Brasil, a Palmirinha, recebeu a equipe da CHK para um bate-papo. Na conversa, a culinarista falou sobre gastronomia, projetos, família e contou um pouco sobre a ligação com o bairro.

Palmira Onofre veio de Bauru para São Paulo quando ainda era pequena. O lugar que ela escolheu para morar? A região da Chácara Klabin, desde o tempo em que o bairro era conhecido como o Morro do Gado. Na entrevista, a Vovó Palmirinha dá um recado a todos os chefs ou futuros chefs de cozinha, para que estudem e aproveitem as oportunidades que ela não teve. Houve até um momento que a nossa querida vizinha se emocionou: Palmirinha não conseguiu segurar as lágrimas quando falou das filhas e do genro.

Além de uma conversa cheia de ensinamentos, a equipe da CHK pôde se deliciar com um saboroso rocambole de goiaba e um sorvete de limão caseiro diretamente da cozinha da vovó mais fofa do Brasil. A equipe ainda contou com a participação especial do Artur Moral, chef-repórter mirim. Confira:

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CHK: Somos vizinhos então Palmirinha?

Palmirinha: Pois é, a gente trabalha tanto que nem conhece o vizinho do apartamento ao lado. A gente se encontra às vezes no elevador ou na garagem, mas é tão corrido o trabalho que a gente não tem nem oportunidade de bater um papo.

CHK: Por que a senhora escolheu a Chácara Klabin para viver?

Palmirinha: Desde que eu me mudei para a cidade de São Paulo, foi aqui que eu morei. Aqui na Vila Mariana, a Chácara Klabin era um bairro muito pobre e se chamava Morro do Gado. Aí o bairro se transformou na maravilha que é hoje, cheio de árvores. Hoje podemos falar que o bairro além de mais limpo, está mais seguro.

CHK: O que mais gosta no bairro?

Palmirinha: A gente se sente à vontade. É tão difícil viver num lugar inseguro e aqui é seguro. Vou até contar uma historinha pra vocês, outro dia eu tava na janela do meu apartamento e às vezes passa a viatura da polícia. Aí eles acenam e falam “Oi Palmirinha!”. Eu até estou devendo um bolinho de chuva para eles. Preciso fazer e levar para eles depois.

CHK: Como está o trabalho na TV?

Palmirinha: Olha, eu não paro! Eu acabei de gravar a terceira temporada na FOX TV e agora estamos com vários projetos. Eu tenho a minha filha Sandra que me ajuda muito. Eu não parei de trabalhar e nem pretendo! Tem hora que eu até fico cansada, e aí, me olho no espelho e falo: ah Palmirinha, cria vergonha, você tá cheia de rugas (risos). Mas eu quero trabalhar mais um pouquinho, ensinar a culinária para pessoas que querem trabalhar com isso. A culinária está sempre em alta, jovens e crianças estão indo para a cozinha, isso pra mim é muito importante. Hoje as pessoas têm oportunidade de cursar uma faculdade de gastronomia, na minha época era na raça que você aprendia.

CHK: Quem te ensinou as receitas? Mãe, avó ou algum livro de receitas?

Palmirinha: Não tem um livro e não recebi da minha mãe. Eu recebi livros de outras pessoas, mas eu não seguia os livros de receitas. O que eu aprendi? Aprendi um pouco com a minha mãe (ela e meu pai foram um dos fundadores de Bauru) e, depois, com 7 anos, vim para a cidade de São Paulo e fui criada por uma senhora francesa que sabia tudo de culinária. O primeiro doce que ela me ensinou foi o pudim de leite condensado e depois me ensinou a fazer o creme bechamel com espinafre e eu amei! A partir daí eu fui elaborando e adaptando as minhas receitas.

CHK: E a energia para não parar de trabalhar, vem da onde?

Palmirinha: Vem das minhas filhas, do meu genro, eu me emociono quando falo deles. Eles me ajudaram muito a continuar. Desde que minhas filhas eram muito pequenas, eu precisava trabalhar para poder sustentar a casa, dar a elas uma oportunidade de fazer faculdade, coisa que eu não tive oportunidade de fazer. Por isso que eu falo para esses jovens, aproveitem, porque na minha época, eu não tive esta oportunidade.

CHK: Palmirinha, a senhora será capa desta edição da revista CHK, que coincide exatamente com o Natal. Qual re­ceita de natal acha que mais combina com o Natal?

Palmirinha: A rabanada. É o prato principal numa ceia de Natal e é a última coisa que você faz. Primeiro você faz o leitãozinho, depois o pernil, faz um frango, uma bela de uma farofa e por último é que você faz uma rabanada. Por isso, a rabanada não pode faltar.

CHK: Tem alguma dica para a rabanada ficar mais gostosa?

Palmirinha: Tem sim… Fazer com muito amor e carinho!

CHK: Qual recado dá para os leitores que querem ser chefs de cozinha algum dia?

Palmirinha: Estudar e se dedicar bastante. Você também precisa ser humilde e nunca se achar mais importante que alguém. O pessoal fala para mim: Palmirinha, você é famosa, uma celebridade. Não, nunca você pode pensar que é mais do que ninguém. Você é sempre aquela pessoa que você começou, com o narizinho baixo. Não levantar o nariz porque você está famosa. Se eu sou alguma coisa, eu devo ao meu público e eles me ajudaram a ser o que eu sou agora. Vocês da imprensa e o meu público, me prestigiando, é o que me motiva para lutar pelo que a gente quer e nunca perder a esperança.

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Artur: O que você faz sem ser cozinhar?

Palmirinha: Eu adoro assistir TV e ficar com os meus netos. Porque quando eles eram menores, eu não tive oportunidade de ficar. Agora, embora eles estejam adultos, gosto de aproveitar e ficar um pouco com eles.

Confira a receita especial de rabanada preparada pela Palmirinha!

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Redação CHK

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Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
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