A ortorexia é mais recente que a anorexia e a bulimia. Criada em 1997 por um médico norte-americano, para classificar pacientes que não se enquadravam em nenhum dos termos já conhecidos. Esse novo comportamento tratou de classificar aqueles indivíduos que buscam uma alimentação saudável de forma tão obsessiva que são capazes de adotar medidas extremas para manter a pureza do organismo e, em seu entendimento, preservar a saúde.

A ortorexia, é um conceito ainda não reconhecido oficialmente como distúrbio psiquiátrico, mas já é reconhecida em pessoas que são obcecadas por alimentos ditos “puros”. Alguns especialistas classificam como “uma doença disfarçada de virtude”.

São pessoas que se preocupam de forma excessiva com a qualidade da alimentação e aos poucos vão cortando e limitando a variedade de alimentos. Os primeiros sinais são sutis. Inicialmente, o indivíduo fica fixado com a alimentação, lê rótulos, corta do cardápio grupos alimentares como carnes, laticínios, glúten, industrializados, produtos ricos em sódio, açúcar, gordura,corantes entre outros. Em seguida, o paciente fica obcecado com o preparo da comida, a forma como os alimentos são cortados e até mesmo os utensílios usados geram angústia entre ortoréxicos. Por fim, a obsessão pode afetar a vida social, que é abandonada para fugir dos alimentos considerados impuros. A saúde também começa ser prejudicada, pois, com a deficiência de nutrientes, começam a aparecer problemas de carências nutricionais ou subclínicos (fome oculta, déficit de vitaminas e micronutrientes, anemia, ostopenia, entre outros).

Ortorexia não é o mesmo que devoção por uma alimentação saudável. A alimentação saudável é uma escolha consciente. A ortorexia é uma obsessão por alimentos saudáveis que envolve outros fatores emocionais e torna-se psicologicamente e, talvez até mesmo fisicamente, não saudável. É um “distúrbio alimentar” que deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar.

Segundo a Nutricionista Adriana Stavro, a vida exige flexibilidade. Existem situações em que é preciso escolher o “menos pior”, e não o melhor, mas isso não pode gerar sofrimento. Uma alimentação saudável, sem radicalismo é sempre a mais indicada.

Adriana Stavro

Adriana Stavro

Adriana Stavro, formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria.
Adriana Stavro