Uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A obesidade Infantil é uma doença de prevalência crescente no mundo todo, e apresenta características de situação epidêmica. Dados da OMS revelam que em todos os continentes houve aumento significativo da doença o que denota um problema de saúde pública a ser enfrentado.

Refrigerantes, alimentos industrializados, fast food e muitas outras opções com gordura, açúcar e sódio em excesso e vitaminas de menos, fazem parte da alimentação de crianças e jovens do mundo todo. O resultado é uma lista variada de problemas de saúde que surgem cada vez mais cedo.

Antigamente as crianças eram desnutridas ou obesas. Hoje já lidamos com crianças que comem tão mal que são obesas e desnutridas ao mesmo tempo. Elas têm gordura em excesso, mas são carentes de vitaminas essenciais.

Na maioria dos casos o problema não está apenas na criança em si, mas na casa em que vive. Geralmente trata-se de um ambiente desregrado, onde os pais também se alimentam muito mal. A falta de rotina é um dos fatores que podem levar à obesidade infantil. Os horários das refeições devem ser bem definidos, e os pais devem se preocupar com a qualidade de cada uma delas.

Os responsáveis devem olhar para si próprio e avaliar que tipo de exemplo ele está dando. Não adianta os pais mandarem a criança comer frutas, verduras e legumes, se eles próprios não comem. Isso não faz o menor sentido para elas, já que nessa fase, os adultos são a grande referência.

Eu aconselho, mesmo aos pais mais ocupados, que parem um minuto para repensar na alimentação da família toda. Atitudes simples, como evitar o abastecimento da despensa com guloseimas e deixar variedade de frutas à mostra, já é um passo importante para hábitos mais saudáveis.

Um carboidrato, um cereal como arroz integral, quinoa ou macarrão integral, ou uma raiz como batata baroa e batata doce, inhame, cará, mandioca, mandioquinha, uma proteína como carne, peixe e ovos, vegetais, folhas e frutas, são um exemplo de uma alimentação simples e saudável.

A educação alimentar começa na hora de fazer as compras. Faça uma lista dos alimentos que precisa ter em casa e compre somente o necessário. É importante tentar criar o hábito de fazer receitas saborosas e saudáveis com alimentos da estação e fazer com que todos participem do processo de preparo.

Porém, o que vemos é o aumento da procura por alimentação feita por meio de delivery. É uma estratégia que têm crescido no ramo de food service, sendo opção de compra de 59% dos brasileiros.  Pesquisas indicam que 40% dos pedidos pela Internet ou telefone são de pizza, comida chinesa e lanches, e em média 75% são acompanhados por refrigerantes. As pessoas passam o dia trabalhando e quando chegam em casa, optam pela maneira mais fácil e pouco saudável de se alimentar.

As formas de prevenção da obesidade infantil são diversas, mas, em geral, todas consistem em uma alimentação balanceada e uma rotina de exercícios equilibrada. A má alimentação na infância pode acarretar problemas para o resto da vida. Uma criança com uma dieta restrita provavelmente terá problemas com alimentação na fase adulta.

Ou as pessoas de conscientizam que precisam arranjar tempo para cuidar da saúde ou vão precisar de tempo e dinheiro para cuidar da doença.

Adriana Stavro

Adriana Stavro

Adriana Stavro, formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria.
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