Na última edição da revista CHK contamos a história do início da comunidade, no começo dos anos de 1980, quando as primeiras famílias chegaram ao bairro. Nos próximos episódios falaremos um pouco com os moradores que viveram nesta época. Nesta edição, conheceremos um pouco da história da família Montilla (Ilze, Péricles e seus dois filhos, Rogério e Renata), que foi a terceira a chegar ao bairro e residir na Rua Montesquieu, no quarteirão das primeiras construções.

Em 1980, Joviano, um funcionário da família Klabin, foi quem intermediou a venda do terreno para o marido de Ilze, onde construíram uma bela casa. “Quando o Dr. Rafael e o Jair começaram a construir suas casas, nós também iniciamos as obras. A construção das casas aconteceu ao mesmo tempo”, contou Ilze. “Quando conhecemos a Chácara Klabin, tudo era deserto. Para entrar no bairro existiam porteiras com cadeados. Já não existia mais a favela do Vergueiro, somente suas histórias. Uma vez meu marido me contou que encontrou ossos ao escavar o terreno, durante a construção”, lembra a moradora.

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A casa de Ilze, quando pronta e mobiliada, ficou fechada durante um ano, pois a família tinha medo e receio de morar em um bairro sem linha telefônica e água. “Assim, Jair foi o primeiro a mudar, depois o Rafael e nós, em 1981. A vizinhança foi crescendo. Ainda não existiam prédios, nós fechávamos as ruas e fazíamos churrasco, festa junina, a criançada brincava de vôlei e não tinha nenhum problema. Meus filhos tiveram a adolescência que pediram a Deus de tanto que aproveitaram com os amigos e até hoje mantêm as amizades”, conta.

Ilze também mantém suas amizades daquela época. Vai à missa todos os sábados com a Diva Jurado, que era sua vizinha de muro, e já viajou com a Mirtes, que é moradora da Rua Garapeba até hoje. “Eu acho que jamais vou conseguir sair daqui, me sinto parte da história do Klabin, ele é o bairro do meu coração. Vivemos uma linda história, formamos uma grande família”.

Rogério, filho de Ilze, que viveu sua infância na Chácara Klabin, lembra como era a comunidade. “O bairro começou com o quarteirão da Mon­tesquieu, Garapeba e Agnaldo Ma­nuel dos Santos. Os moradores eram bem unidos, nós até combinávamos qual o pai que levaria a molecada para a escola para revezar os carros, quem levaria no karatê. Essa união da comunidade que marcou bastante o início do bairro”.

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Redação CHK

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Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
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