Na última edição da revista CHK os leitores puderam conhecer o novo mascote do bairro, o Klabinho, um personagem que surgiu para trazer conceitos de cidadania e boa vizinhança aos pequenos moradores da Chácara Klabin. Mas engana-se quem pensa que histórias em quadrinhos são apenas para crianças. É o que afirmam Tomaz Edson e Denise Ortega, os idealizadores da Gibiosfera, que assinam as histórias do Klabinho.

Moradores do bairro, Tomaz e Denise produzem histórias em quadrinhos desde 1987. Ele, desenhista e letrista, e ela, roteirista, já trabalharam com alguns dos principais artistas brasileiros e participaram de publicações como Mickey, Pato Donald, Margarida, Zé Carioca, Luluzinha, Bolinha, Os Trapalhões, Família Dinossauro, Senninha, TV Colosso, Sítio do Pica-Pau Amarelo, O Menino Maluquinho e os heróis da Marvel e da DC Comics, entre outros títulos.

Embora ainda não tenham se acostumado com o termo vanguarda, fazem parte de uma geração que construiu um
dos melhores momentos dos quadrinhos brasileiros. “Muito antes do computador, com papel, pincel e nanquim”, lembra Tomaz. Foi trabalhando com gibis para a Editora Abril, inclusive, que os dois se conheceram. Algum tempo depois, a união entre os traços de Tomaz e as histórias de Denise ultrapassou o ambiente de trabalho e se transformou em um casamento que já dura 19 anos.

gibi1Juntos, no início dos anos de 1990, começaram a investir, paralelamente a seus trabalhos na editora, em um novo conceito de histórias em quadrinhos: a comunicação corporativa e publicitária. “A ilustração tem esse poder de sintetizar as ideias e passar a mensagem de maneira leve e divertida. Uma editora com quem trabalhei costumava dizer que se trata de transformar a linguagem formal em linguagem ‘de gente’. Assim, as empresas descobriram uma alternativa aos folders, boletins e tantas outras formas de comunicação interna: as histórias em quadrinhos”, conta Denise.

Com o sucesso do trabalho, em 1996 Tomaz e Denise abriram a Artecétera, que mais tarde passou a se chamar Gibiosfera, dando ênfase para aquilo que os dois sabem fazer de melhor. Em quase 18 anos de atuação, e contando com uma equipe talentosa, a empresa já trabalhou com diversas multinacionais e também órgãos públicos, auxiliando na implantação e consolidação de programas de RH, treinamento, segurança, marketing, além de campanhas de saúde, assistência social, educação ambiental e muito mais.

Sobre os resultados que a Gibiosfera alcançou, Tomaz lembra: “São muitas histórias em que o trabalho que produzimos conseguiu solucionar um problema interno de comunicação ou conscientizar as pessoas sobre algum assunto. Uma vez a empresa contratante fez uma pesquisa com seus funcionários após a distribuição de um gibi que falava sobre uma mudança no plano odontológico: todos sabiam decor aquilo que estava escrito na historinha. Isso acontece porque as HQ’s têm uma linguagem de fácil absorção. Além disso, nas primeiras reuniões com a empresa, a Denise fez uma lista de dúvidas que os funcionários tinham e na hora de escrever o roteiro ela sintetizou todo o assunto em frases simples e que respondiam essas perguntas”.

Apaixonados por aquilo que fazem, Tomaz e Denise acreditam que as histórias em quadrinhos estão longe de acabar – podem no máximo trocar as páginas pelas telas. A roteirista conta que seus pais já eram fãs dos gibis, e que hoje, mesmo na época dos tablets e smartphones, muitas pessoas em empresas que trabalham com a Gibiosfera pedem exemplares a mais para levarem aos seus filhos. “Uma mãe me pediu um gibi que falava sobre Missão, Visão e Valores da empresa em que trabalhava, para que seu filho pequeno lesse e conhecesse já esses conceitos de trabalho”, conta Denise.

A roteirista lembra, inclusive, que desenhou sua primeira história em quadrinho quando era criança, usando o sofá branquinho de sua mãe como tela. “Ainda bem que a bronca não foi tão grande a ponto de me fazer desistir”, conta aos risos. Já Tomaz lembra que desde pequeno “conquistava” as professoras fazendo desenhos do Topo Gigio. Para o casal de quadrinistas, assinar as histórias do Klabinho é uma oportunidade de participar da alfabetização e formação dos jovens moradores do bairro, e transmitir aos seus vizinhos os valores que movem a revista CHK, como a união, a cidadania e o amor pelo bairro.

gibi2

Redação CHK

Redação CHK

Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
Redação CHK