Por Alan Dantas Leonardo, Coordenador de Internacionalização do Colégio Marista Arquidiocesano

 

Há quantos anos ouve-se falar do processo de globalização? Há mais de 20 anos, com certeza! Muito se especulou que, devido ao fato de sediar eventos esportivos internacionais de peso, como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de Futebol da FIFA, aconteceria no Brasil uma corrida pela procura do aperfeiçoamento em língua inglesa. Acreditou-se que haveria inclusive procura por segmentos específicos. Houve escolas que ofereceram cursos de curta duração com foco em esportes; outras investiram na oferta de cursos para determinadas categorias profissionais, como taxistas, por exemplo, acreditando-se que estes profissionais seriam sensibilizados a aprender o idioma de forma imediata. Entretanto, muitos anos após o início da globalização e mesmo após o saldo deixado pelos eventos esportivos – e aqui mantenhamos a discussão na área da educação apenas – o resultado obtido foi bem diferente do esperado inicialmente.

De acordo com o ranking publicado pela Folha de São Paulo online em 08/11/2017 e divulgado pela Instituição Global EF (Education First), que avalia os países com maior grau de proficiência de língua inglesa, o Brasil segue estagnado, além de estar classificado como país com baixa proficiência no idioma. Esta estagnação se revela desde 2015. Apesar de pequeno crescimento aferido no mesmo estudo, o Brasil perdeu o posto entre os 40 primeiros colocados entre 80 países participantes desta pesquisa. Na esfera regional, entre os estados brasileiros com melhor desempenho em língua inglesa, São Paulo figura apenas em 4º lugar, após o Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Paraná, respectivamente.

Contudo, sob outro prisma, nosso quadro atual apresenta algumas ilhas de excelência. Iniciativas como a implantação de projetos de internacionalização em colégios em São Paulo e Curitiba, para citar algumas capitais apenas, têm fomentado o crescimento do aprendizado da língua inglesa com projetos como High School que pode ser realizado no Brasil através de parcerias com instituições estrangerias, como as americanas, por exemplo. Ao se formar no High School, os educandos obtêm a dupla certificação e estudam através de metodologias ativas em verdadeiros projetos de imersão com carga horária estendida e professores nativos americanos. Esta cultura de imersão em língua inglesa no sudeste do Brasil, além de benchmark do setor educacional, seguramente deverá impactar de forma positiva a posição do Brasil em rankings similares no futuro e decerto trará resultados a médio prazo conjuntamente com os benefícios que este novo quadro certamente acarretará.

Programas de internacionalização aliados com iniciativas estatais, como a do governo de São Paulo que prometeu recentemente a implantação de banda larga nas escolas públicas, são ações que certamente aumentarão o potencial de aprendizado de língua inglesa. Essa tendência à internacionalização dos colégios enriquecerá o currículo estudado pelos educandos e multiplicará suas oportunidades futuras.

Acredito que, como educador, nossa missão será democratizar estes espaços, ou seja, multiplicar exponencialmente estas ilhas de excelência no setor educacional e proporcionar ao maior número de educandos a inserção cultural de forma crescente e progressiva através da língua inglesa formando cidadãos com perspectivas globais.

Redação CHK

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