Por Valentin Fernandes, Diretor Geral do Colégio Marista Arquidiocesano     

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, se aproxima e com ele as reflexões parecem ganhar corpo. Temos acompanhado notícias pouco animadoras no que se refere ao meio ambiente. De acordo com os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) Brasil 2015, coletados pelo IBGE, as emissões de dióxido de carbono (CO2) – um dos gases responsáveis pelo efeito estufa e consequente aquecimento global – no país aumentaram 65% entre 1990 e 2005. Além das mudanças climáticas, o desmatamento também preocupa. Houve avanços em determinados biomas, como o da Amazônia Legal (estados da região Norte, Mato Grosso e parte do Maranhão) cujo desflorestamento diminuiu, mas no Cerrado, por exemplo, entre 2008 e 2013 houve mais focos de queimada.

Diversos setores da sociedade têm pensado e repensado essa questão. A Igreja Católica, por exemplo, lançou neste ano a Campanha da Fraternidade com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, promovendo uma reflexão sobre os biomas e os povos originários deles. O texto-base da Campanha de 2017 mostra que “cuidar dos biomas brasileiros, além de ser uma ação de fé e cidadania, é uma demonstração de comprometimento para com o criador que paulatinamente espera a conversão de seus filhos e filhas, criados à sua imagem e semelhança. Ela também atende aos apelos do Papa Francisco que propõe a defesa da vida na ecologia integral”.

 

A escola, outro segmento importante da sociedade, também cumpre um papel importante em relação ao meio ambiente por meio de processos educativos que colaboram para a sustentabilidade do planeta. Hoje não há outra saída além de termos uma cultura de sustentabilidade, pois o termo considera a cultura como aspecto fundamental na preservação dos recursos naturais, contemplando, portanto, a relação com o outro em todas as esferas – científica, política e econômica. A escola é o lugar adequado para a criação/ampliação de tal cultura.

Vamos a exemplos práticos! Os alunos precisam a todo tempo serem educados para a preservação do patrimônio da instituição escolar. Há ações simples que podem ser implementadas, como, por exemplo, a coleta e destinação correta do lixo produzido no local em que estudam. Lixeiras com adesivos, indicando onde devem ser colocados os materiais para reciclagem (papel, plástico, metal, papelão, ferro, alumínio, cobre, pilhas, baterias e orgânico) podem ser um ótimo começo. Lembrando que para a utilização correta de qualquer recurso, é necessário investir em formação; a sensibilização do projeto ou dos projetos tem que envolver todos. Há escolas com mais recursos que conseguem maquinário adequado para fazer o processo de compostagem in loco, transformando o lixo orgânico em adubo que serve para melhorar a jardinagem e estimular práticas sustentáveis em suas casas ou mesmo na escola. Ainda no rol de ações mais encorpadas, algumas instituições possuem cisternas que coletam e armazenam água da chuva, que acaba sendo utilizada para lavagem dos pátios da instituição, jardinagem, entre outros.

Uma ressalva importante: a cultura de sustentabilidade tem que fazer parte da vida cotidiana do educando. Desde a hora que ele acorda, ele tem que respirar esse conceito. Vamos preservar juntos nosso rico planeta.

                                                           

Redação CHK

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