No dia 04 de Outubro de 2017 comemorou-se o Primeiro Dia Mundial do Planejamento Financeiro, promovido pelo Financial Planning Standards Board. Um dos pontos mais fortes deste evento é a questão da Educação Financeira. No caso da nossa sociedade brasileira podemos chamar de Falta de Educação Financeira. Isso mesmo, os brasileiros são mal-educados financeiramente no melhor sentido palavra malcriação: comportamento ou ação grosseira; atitude indelicada ou desrespeitosa; má-criação.

Não temos em nenhuma etapa da nossa educação, algo voltado a nos ensinar como funciona a vida em matéria de finanças. Para que serve o dinheiro? Como funciona o mecanismo da nossa sociedade, saber trabalhar com bancos, entender o que é um cartão de crédito… são todas essa questões deixadas de lado que, no decorrer da vida, vão fazer muita falta ou na maioria das vezes, produzir danos. Em geral, se os pais não têm tal educação, não vão conseguir passar aos filhos e o ciclo vai se repetir gerando uma sociedade endividada, infeliz e sempre com a sensação de não conseguir atingir tudo o que podia na vida.

Como você toma suas decisões financeiras? Devido ao cenário de falta de educação, elas são tomadas do modo mais natural de aprendizado: por repetição. Repetimos os costumes e conceitos de nossos pais, parentes ou amigos sem a devida consciência para questionamento. Vou dar um exemplo: quem casa quer casa. O famoso ditado retrata um comportamento que repetimos. Qual a única coisa que um casal pensa para começar a vida? Financiamento do imóvel. Já começam uma vida juntos com dívida! E aqui não estou falando que financiamentos são ruins ou vilões e nem a vontade de ter uma casa é errada. O que estou querendo deixar claro é que pensar em começar a vida tendo um financiamento como única regra ou opção está errado. O pensamento “mono” causado pela falta de educação é que é ruim.

O que você sabe sobre riscos? Alguém te ensinou quais são e quais você já corre diariamente pela sua falta de educação financeira? Aqui não me refiro a conhecimento básico que você acha na internet. Estou falando das relações que eles têm com sua vida e suas escolhas financeiras. O que você precisa saber deles para ter qualidade de vida. Você sabe o quanto risco corre ao ir atrás sempre do investimento da moda que diz render mais? Ou achar que está salvo por fazer o oposto, ser muito conservador?

Tempo. Alguma vez alguém lhe falou sobre como o tempo influencia no seu dinheiro? Analisar o gráfico de juros compostos para sua vida e não como uma fórmula matemática? Os perigos do curto prazo e porque não devemos guiar nossa vida dessa forma? Não saber o fator tempo nas variáveis da nossa vida também é um risco que corremos sem perceber. Você sabe viver a filosofia do “mais vale um passo na direção correta do que sair correndo para qualquer lado”? Sem saber a direção correta você sempre vai estar correndo.

Nos artigos que escrevo, eu sempre vou falar destes pontos. Como o Planejamento Financeiro cumpre esse papel importante da Educação Financeira para a vida. Só entender de números, índices ou produtos financeiros não basta, é admitir que o dinheiro é que manda na sua vida. O que quero é exatamente mostrar que é o contrário que deve acontecer, sua vida definindo o vetor dinheiro.

 

Eduardo Lima

Eduardo Lima

Graduado em Administração, Pós-Graduado em Gerenciamento de Projetos, Certificações internacionais em Projetos e Riscos, Planejador Financeiro e de Vida.
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