Na economia colaborativa, o compartilhamento é mais importante do que a posse. Entretenimento, notícias, carros, roupas, apartamentos: tudo pode ser utilizado de maneira mais sustentável. Especialistas acreditam que em alguns anos esse novo sistema — ao lado da chamada “Internet das coisas” — transformará as relações econômicas como as conhecemos.

Mais do que uma tendência de mercado, a Economia Colaborativa cresce no mundo todo como uma solução para um consumo mais consciente, eficiente e sustentável. Baseado no compartilhamento de serviços, informação, tecnologia, bens, alimentos, entre muitas outras possibilidades, o conceito colaborativo tem inspirado novos modelos de negócio para consumidores, empreendedores e também empresas que estão se adaptando a esse movimento.

da2Desde o ano passado, com a criação do grupo virtual CHK Colaborativa, a Chácara Klabin tem a sua própria plataforma para empréstimos, trocas e doações de itens que vão de computadores a tapetes. “Quanta coisa a gente compra e acaba utilizando uma vez só ou deixa guardada na maior parte do tempo. O compartilhamento surge como solução para esse problema, afinal, você não precisa de uma furadeira, você só precisa do furo na parede”, explica Fanny Moral, uma das idealizadoras do projeto.

Além das facilidades trazidas pela ferramenta, o conceito colaborativo também atua como reforçador dos laços de uma comunidade, ao estimular a relação de trocas de pessoa-para-pessoa (peer-to-peer). Enquanto aponta para o futuro, resgata uma das bases do tradicional conceito de vizinhança que antigamente ditava as relações entre moradores do mesmo bairro, especialmente na Chácara Klabin em seus primeiros anos. “É uma oportunidade para conhecer melhor as pessoas que formam o nosso bairro”, comenta Mariana Spolidorio, moradora e participante do grupo.

da3Com o sucesso da iniciativa, a CHK Colaborativa foi convidada no começo de novembro a participar do debate “Economia Colaborativa – Compartilhando Ideias”, na Câmara Municipal de São Paulo, que também recebeu representantes de plataformas emergentes como a Vitacon Incorporadora e Construtora, a startup Fleety, de compartilhamento de veículos, e a BlaBlaCar, plataforma para compartilhamento de viagens. “A aplicação em uma comunidade como a Chácara Klabin permite a reflexão sobre novos bairros, cidades e estados que funcionem melhor coletivamente e sustentavelmente”, afirma Daniel Moral, também idealizador e representante convidado da CHK Colaborativa na Câmara.

da1

CHK WEEK #01

Para que o conceito colaborativo não fique restrito ao ambiente virtual na Chácara Klabin, a revista CHK e o Eureka Coworking se juntaram para promover a primeira edição da CHK Week, uma semana colaborativa que uniu descontos no comércio local, atividades gratuitas e um evento ao ar livre para os moradores. “A ideia era integrar a comunidade, reocupar o espaço público e fortalecer os empreendimentos que atuam no bairro”, explica Fanny.

Além da adesão dos comerciantes, que serviu para estimular o consumo interno no bairro, os moradores puderam experimentar diferentes formas de economia colaborativa, como o encontro da CHK Colaborativa na rua sem saída, ao lado da Av. Prefeito Fábio Prado com a Rua Vergueiro, as atividades na Praça Kant para compartilhamento de conhecimento e busca por qualidade de vida, e a roda de brincadeiras promovida pelo músico, ator e morador do bairro, Mauai. Ano que vem tem mais!

Redação CHK

Redação CHK

Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
Redação CHK