Quando começa mais um ano há uma demanda generalizada por novas metas (mesmo que sejam as não realizadas do ano passado), novos desejos, sentimentos, esperanças e as benditas dicas de investimento. Todos sonham com melhoras financeiras que trarão as metas, desejos e tudo de lindo. Já começa errado: sonham. Que tal ter atitude ao invés de almejar? Que tal definir seu destino final para traçar o melhor caminho? Que tal investir em ajuda especializada em algo tão importante? E que tal parar de achar que dicas de algum investimento é que vão completar seus objetivos? O tempo passa, vai vir outro começo de ano e se não fizer algo a vida vai ser sempre um eterno querer.

Já escrevi aqui uma visão sobre o fator tempo e dinheiro (Tempo é Dinheiro! Será mesmo?). Então quero focar agora na visão sobre duas novas palavras: Presente e Atitude. Uma só pode acontecer com a outra. Todos já ouviram que o único tempo que existe é o Presente. Portanto atitude é algo que se toma no presente. As palavras tem força portanto não vamos confundir atitude com reação!
● Reagir é uma ação natural a algo que não é esperado ou que até tínhamos consciência mas torcíamos para que não acontecesse. É por reflexo ou por consequência, de qualquer forma é pobre em energia, é a expressão “agora só nos resta correr atrás”. Você reage por que já aconteceu. Então está lidando com passado.
● Atitude é uma ação pensada, decidida e principalmente planejada. Aprendeu com sua experiência e resolveu mudar conscientemente. É uma palavra focada no futuro, em conseguir algo melhor do que vem atingindo.

Uma coisa que o sistema capitalista trouxe e é mal desenvolvida pela nossa sociedade é que há um condicionamento a conseguir resultados primeiro e ser feliz depois. Isso traz desequilíbrio na nossa relação com o presente. Primeiro porque não sabemos definir muito bem a questão resultados e metas. No geral pensamos no material, quanto mais melhor. E segundo porque se foco toda minha energia só em resultados eu acabo ficando ou muito míope (enxergo só de perto) ou muito hipermétrope (só vejo o futuro). Na psicologia positiva, e em algumas iniciativas corporativas ainda embrionárias, o que se constata é o contrário. Que pessoas felizes é que atingem metas e geram os melhores resultados.

Como sabemos se estamos usando bem nosso tempo presente? Clareza e indicadores. Por exemplo: você tem clareza sobre sua vida e seu dinheiro ou faz as famigeradas contabilidades mentais?:
● O carro está ficando velho então com certeza compensa mais comprar um novo do que gastar com manutenção
● Se consigo pagar a parcela então vamos fazer!
● Mesmo se tenho o dinheiro eu prefiro parcelar no cartão sem juros
● Besteira esse papo de planejamento, o importante é ter o dinheiro assim resolvo sozinho e economizo

Todas essas frases indicam que você precisa investir muito para ter a real clareza para as tomadas de decisão da sua vida. E quanto aos indicadores, você sabe estipular? Sabe medir realmente se está progredindo e o quanto poderia estar? É sincero com suas metas ou elas servem só para aliviar o subconsciente? Como sabemos se estamos 100% comprometidos com algo? Esse tópico é de amplo debate até mesmo no mundo corporativo, imagina na nossa vida então…. mas sem eles ninguém consegue saber se realmente atingiu seu máximo ou simplesmente está desperdiçando seu presente.

Já mencionei uma vez mas vou reforçar. A relação passado e futuro no seu presente deve ser uma só: o primeiro para aprender com as lições deixadas e o segundo para planejar as atitudes necessárias para o caminho que escolher. Nós reagimos ao pior mas planejar é para o melhor ! Se entendermos essa relação seremos libertos dos traumas, amarras e achismos. Faremos boas e sábias escolhas no presente que trarão bons rendimentos para nosso dinheiro e qualidade de vida.

Eduardo Lima

Eduardo Lima

Graduado em Administração, Pós-Graduado em Gerenciamento de Projetos, Certificações internacionais em Projetos e Riscos, Planejador Financeiro e de Vida.
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Eduardo Lima