Eram as águas de março. Regina, voluntária do NA­BEM (Núcleo Assistencial Bezerra de Menezes), reparou que despencava água de um cano no quintal da associação. Para aproveitar a água que caia, decidiu encher os baldes que tinha com água da chu­va e, depois, reutilizá-la na lavagem dos banheiros e da lanchonete que ficam no andar térreo da entidade. “Tem que aproveitar”, ensina Regina Helena Alves. Tudo era no improviso. Mas, com a doação de três caixas d’água, o sonho dessa voluntária se tornou realidade: o NABEM tem agora um sistema de aproveitamento da água de chuva. As três caixas de água, com um total de 3.500 litros, servem para limpar o andar térreo. O próximo pas­so é levar a água para cima por meio de uma bomba, com o objetivo de lavar o salão e os banheiros. O fato é que muitos moradores, síndicos, zeladores e comerciantes da Chácara Klabin estão se empenhando na economia de água. Nesta matéria, você saberá como. Talvez até busque adotar algumas dessas dicas na sua casa, comércio ou condomínio. Que tal?

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O condomínio The Club, da Pedro Pomponazzi, está com um sistema de captação da água de chuva. Antes de novembro, toda a água que caía no telhado do edifício era jogada fora. Agora, por meio de um redirecionamento da tubulação, a água é desviada para um reservatório de 5.000 litros. Com o sistema é possível regar os jardins, lavar a área comum do prédio e a garagem. De uma conta de água de R$ 9.500, o prédio passou a pagar R$ 2.700.

Adenilson Pereira dos Santos, zelador do condomí­nio, afirma que o sistema hidráulico, com bombas para levar a água ao andar térreo, a caixa d’água e o dire­cionamento da tubulação custaram R$ 2.500. “Todos os moradores apoiaram o sistema de captação, contra o desperdício”, diz Adenilson.
hid2O Condomínio Beat Klabin, da Davi Hume, é um pré­dio recém-construído da Chácara Klabin. O edifício está com uma ocupação de um terço de moradores. O con­domínio já nasceu com a preocupação para a econo­mia de água. Os apartamentos possuem o sistema de individualização – cada condômino paga a sua conta de água. Dessa forma, é possível o proprietário acompa­nhar seu gasto de água e economizar. Para o futuro, o edifício pensa em utilizar a água de uma mina do 2º subsolo para regar as plantas e lavar banheiros e ves­tiários. “Todas as torneiras também já vieram com are­jador redutor de vazão”, ressalta Everson Carlos de Carvalho, zelador do prédio.

O Place de La Concorde, da Rua Doutor José Estéf­no, utilizou medidas técnicas para enfrentar a crise. As torneiras receberam arejadores de redutor de vazão e as privadas ganharam válvulas de descarga para meia des­carga e descarga completa. A mudança aconteceu tanto nas áreas comuns como nos apartamentos. O edifício usou o fundo de reserva do condomínio para custear as mudanças. “A água é um bem precioso”, diz o síndico do prédio, Jorge Tassano.

Segundo o síndico, as medidas eram necessárias, in­dependentemente da crise da água, por conta de uma defasagem tecnológica. “As privadas eram de dez anos atrás”, afirma. Tassano também levou em consideração o valor da conta de água do prédio. “A conta de água é a mais cara conta de serviços”, acrescenta. Apenas com as mudanças nas privadas, será possível uma redução de 20% na conta do condomínio.

CISTERNA

Inspirado em um modelo do Movimento Cisterna Já, Os­car Barreto, restaurador de móveis e objetos de decora­ção, tem desde dezembro do ano passado uma cisterna em casa. A cisterna é uma tecnologia que aproveita a água da chuva. A água que cai nos telhados passa por uma calha e um filtro até chegar a um reservatório para ser utilizada. “É um processo muito simples de fazer”, incentiva Oscar. O restaurador usa a água da chuva fil­trada para lavar o quintal, regar as plantas e para descar­ga. Com a cisterna de 200 litros, a conta de água da casa de Oscar passou de R$ 180 para R$ 52.

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COMÉRCIO

Cibele Fernanda do Nascimento, gerente da unidade Chácara Klabin da rede Jacques Janine, explica que o estabelecimento está realizando lavagens de cabelo em menos tempo ou está fazendo o corte a seco ou com um borrifador. Outra medida da loja foi interromper tem­porariamente o serviço de ofurô, devido ao gasto de água. Além disso, o estabelecimento está fazendo sua limpeza com pano, em vez de usar a mangueira. “Cada gotinha são baldes de água desperdiçados”, justifica Cibele.

Maria Helena Tavares da Silva, proprietária da lavan­deria Dry Clean, da Avenida Prefeito Fábio Prado, infor­ma que está usando mais a lavagem a seco, feita com produtos químicos, para economizar água. Ela destaca que as roupas lavadas a seco conservam mais a roupa. Thiago Marques, proprietário da distribuidora de água Rio de Vida, na Rua Rodrigo Vieira, diz que as vendas de galões de água mineral aumentaram. “Além de beber, os clientes estão usando a água para cozinhar”, afirma.

DICAS DE PRODUTOS

Moradores da Chácara Klabin também podem comprar, por iniciativa própria, produtos tecnológicos que dimi­nuam o consumo de água. A ducha Eco Evolution da Do Carmo consome 1,2 litro de água por minuto, enquanto que os chuveiros tradicionais gastam de 8 a 10 litros de água. O produto tem 10 graduações de temperatura. O preço é de R$ 595. A válvula de descarga Hydralux Duo da Deca possui um sensor de ausência que aciona auto­maticamente a descarga após a utilização do usuário. O equipamento verifica o tempo da pessoa durante o uso do vaso sanitário. Se o tempo for inferior a 60 segundos, a válvula aciona a meia descarga, que utiliza 3 litros de água, se o tempo for superior a 60 segundos, o produto aciona a descarga completa, que gasta 6 litros de água. Uma descarga comum consome 12 litros de água. O va­lor é de R$ 1.200. O Sistema Ecotok para torneiras do Grupo Astra transforma qualquer torneira metálica em uma torneira acionada pelo toque das mãos. Além de ser acionado pelo toque, o sistema pode ser programado para fechar automaticamente, em 4, 8, 30 ou 60 segun­dos. O preço é de R$ 390.

Redação CHK

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Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
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