Ano Novo!
Colocamos em nossos planos uma série de objetivos a serem alcançados, não é mesmo? Estabelecemos metas a curto, médio e longo prazos, traçamos estratégias, verificamos possibilidades… Que tal termos esse mesmo cuidado com nossa saúde mental?
As atuais pesquisas nessa área nos alertam para uma explosão de síndromes e distúrbios psicológicos. Sabemos que são muitos os fatores que nos tiram a tranquilidade e a estabilidade emocional. E os tratamentos se multiplicam, assim como os medicamentos, muitas vezes inevitáveis no processo de recuperação. Muitas vezes, um pequeno desconforto consigo mesmo e com a própria vida podem ser os primeiros alertas para iniciar uma reflexão mais cuidadosa de maneira autônoma ou com ajuda profissional. Sem a pretensão de criar um roteiro de prevenção, examinemos 12 questões para reavaliarmos o nossa vida, de modo a sentirmo-nos menos pressionados pelas exigências de nossos dias.

  • Resiliência
    Muitas vezes permitimos que variações em nosso poder aquisitivo nos tirem a harmonia e desequilibrem nosso estado emocional. Saibamos avaliar nossas reais necessidades de modo que tenhamos espaço psíquico para saber lidar com os diferentes momentos da vida, sem perder o equilíbrio e ampliar nossa tolerância.
  • Valores
    Sabendo que a vida não se resume ao que Temos, e sim se expande pelo que Somos, busquemos cultivar valores que dignifiquem nossa humanidade – Respeito, Solidariedade, Tolerância, Gentileza, Compaixão… Sem esses valores, a vida perde em sentido e qualidade, perturbando nossa harmonia.
  • Escolhas
    É preciso conhecer a si mesmo para sabermos aquilo que realmente nos realiza. O autoconhecimento nos traz a possibilidade de realizarmos escolhas mais conscientes e fundamentadas, possibilitando-nos refletir melhor nas consequências das mesmas e criar novos rumos para nossa vida.
  • Autocrítica
    Tudo aquilo que fazemos gera repercussões. O desenvolvimento da autocrítica nos proporciona uma maior autonomia e responsabilidade, pois quando refletimos nas consequências de nossos comportamentos temos uma consciência ampliada de nossos potenciais e nossas limitações.
  • Empatia
    A possibilidade de nos colocarmos no lugar do outro nos traz a capacidade de compreendermos como nosso próximo se sente verdadeiramente. Isso nos possibilita refinar nossos sentimentos e conceitos a respeito da sociedade e do mundo. Mas cuidado! Empatia não é ” aquilo que eu faria no lugar do outro”, mas sim descobrir “o que o outro sente”, aprendendo a respeitar a todos.
  • Pensamentos
    Está provado cientificamente que nossos pensamentos tem um poder extraordinário. São capazes de modificar nossas células, trazendo-nos saúde ou doenças, conforme o teor de seu conteúdo. Portanto, pensamentos fixos em rancores, mágoas, tragédias, e afins, são prejudiciais tanto à saúde mental quanto física. A harmonia, a paz, a alegria, a tolerância, alimentam pensamentos equilibrados, gerando saúde para nossa psique e nosso corpo.
  •  Humor
    Os extremos do humor – a euforia e a distimia (mau humor crônico) – são acompanhados de excessos de toda ordem, que geram em nossa psique tensões e ansiedades. Um senso de humor saudável e equilibrado é um passaporte efetivo para viver com qualidade.

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  • Rotina
    Rotina não precisa ser sinônimo de tédio, enfado ou aborrecimento. Promova mudanças em seu dia a dia que lhe tragam mais satisfação e alegria, saindo da zona de conforto, essa prisão emocional em que nos colocamos, que nada tem de confortável!
  • Emoções
    Nossas emoções dão o colorido da nossa vida psíquica e de nossas relações. Desde a mais tenra idade aprendemos a expressar o que sentimos e desde então fazemos infinitas conexões entre situações e afetos. Cuidemos de nossas emoções para que, ao compartilhá-las, sintamo-nos plenos.
  •  Relações
    “Ninguém vive sozinho!”. Sabemos disso. Mas sabemos mesmo? Muito comum hoje a cultura do “descartável”, atingindo especialmente os relacionamentos, como nos mostrou Zigmunt Bauman em seu conceito de modernidade líquida. Em tempos de relações virtuais, redes e mídias eletrônicas, o ser humano mostra-se mais frágil que nunca, carecendo impreterivelmente de relações profundas e significativas, ao mesmo tempo em que se mostra desconfiado e temeroso. Usemos todas nossas potencialidades para criar relações significativas, que transformem nossa existência em algo melhor.

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  • Criatividade

Vivemos sob forte pressão de conceitos que nos uniformizam e massificam, sem que nos atentemos a isso. A diversidade e a criatividade são elementos que buscam em nosso ser o que há de mais original e singular, tornando-nos protagonistas de nossas próprias histórias.

  • Prazer de Viver
    Criar uma vida que vale a pena ser vivida é uma arte que devemos aprender e exercitar todos os dias. Prazer de viver não é “curtir a vida adoidado” mas desenvolver um amor próprio que nos torne fortalecidos, criativos, plenos.

 

Vamos então fazer nossos planos de um ano realmente novo?

Cuidemos de nossa saúde mental pois ela é o patrimônio mais valioso do século XXI.

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Andrea Tarazona

Andrea Tarazona

26 anos como Psicoterapeuta. Especializada em Psicologia Clinica e Psicologia Institucional. Atuando nas áreas: Psicoterapia de Adultos (individual e casal) e Adolescentes, Orientação para pais e gestantes.
Andrea Tarazona