Ser mãe de um recém-nascido é abrir mão de muitas coisas para se dedicar à criança. Nessa fase, o bebê precisa estar sempre em contato com a mãe, sua principal provedora. Isso muda completamente a vida da mulher: horas de sono, rotina profissional ou programas de lazer ficam em segundo plano. A maioria das mães não trocaria esse período por sua vida de antes, mas é normal sentir falta de algumas atividades que ficaram pra trás.

cine1Uma delas é ir ao cinema. Foi o que mães que mantinham um grupo virtual de discussões sobre parto humanizado e maternidade ativa descobriram. As dificuldades são muitas: a temperatura da sala, o som alto, o risco de contaminações pelo ar, além do choro do bebê no meio do filme. Um dia, 10 mães que participavam do grupo se organizaram e decidiram enfrentar uma sessão de cinema com seus bebês. Nascia ali o projeto CineMaterna.

O começo foi em fevereiro de 2008. Com o sucesso da primeira tentativa, os encontros no cinema tornaram-se semanais, sempre acompanhados de um bom café e bate-papo após o filme. Mais do que o resgate da vida cultural, as mães estavam ali para fazer amizades e dividir experiências sobre a maternidade.

Alguns meses depois, em parceria com uma rede de cinemas, o grupo promoveu a primeira sessão amigável para bebês. Recebendo mães, pais e acompanhantes, com bebês com idade até 18 meses, a sessão exibe filmes de temática adulta (para os pais) e conta com particularidades como volume reduzido nas salas, ar condicionado suave, trocadores de fraldas dentro dos cinemas, ambiente levemente iluminado, um tapete na primeira fila para se acomodar.cine2

A ideia deu certo e hoje o CineMaterna promove sessões no país inteiro. Sobre a importância desse trabalho, a pediatra Prof. Dra. Honorina de Almeida afirma: “Esse é o ponto de maior impacto na iniciativa do CineMaterna. Principalmente em cidades muito grandes, a rede sociofamiliar de mulheres que estão com bebês pequenos fica muito reduzida. Muitas passam a sofrer um isolamento social que não faz nada bem, nem para as mulheres e muito menos para os bebês. Um bebê dá muito trabalho, é certo, mas se uma mãe sabe que num determinado dia ela vai encontrar outras mães, conversar um pouco e ver um bom filme, esses meses iniciais ficam muito mais fáceis e gostosos. O bebê deixa de ser o motivo do isolamento e passa a ser o facilitador da construção de relações sociais. E isso é muito bom”.

Atualmente o CineMaterna conta com 237 mães colaboradoras, tendo como organizadoras principais a administradora de empresas e mãe de dois filhos, Irene Nagashima, e a engenheira e mãe de uma “meninona”, Taís Viana. Para saber mais sobre o projeto e consultar a programação do CineMaterna nas 66 salas de mais de 34 cidades, acesse o site http://www.cinematerna.org.br.

Redação CHK

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Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
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