coc1A campanha Chácara Klabin Mais Limpa quer incentivar os frequentadores das ruas e pra­ças do bairro a recolherem as fezes de seus ca­chorros. A ideia da CHK é instalar o “Dispenser Cata Caca” em diversas ruas da região. O primeiro dispen­ser foi instalado em setembro, na Praça Kant. No dia 11 de novembro, uma moradora avisou que o Dispen­ser Cata Caca não estava mais lá (a Polícia Militar foi informada e as providências para a recolocação já estão sendo tomadas). A CHK e a Le Petit Boutique Animal colocaram um dispenser na Rua Ernesto de Oliveira e a previsão é de que até o fim de janeiro de 2015 a Avenida Prefeito Fábio Prado também seja contemplada com esse acessório.

O Dispenser Cata Caca disponibiliza gratuitamente sacolinhas para que os moradores recolham o cocô de seus cães durante os passeios. Tendo o saquinho à disposição, cabe ao cidadão fazer a sua parte. “Ao caminhar pelo bairro, notei a grande quantida­de de fezes de cachorro espalhadas pelas calçadas e logo pensei nos dispensers para estimular o recolhi­mento”, afirma a pro­prietária da Le Petit Boutique Animal, Dafne Gama.

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Mas tanto Dafne como Daniel Moral, também responsável pela campanha, acredi­tam que não adianta ter os saquinhos à disposição se as pessoas não se conscientizarem e fiscalizarem umas às outras. “É importante a participação da co­munidade e dos estabelecimentos comerciais nesta campanha. Não adianta instalarmos os dispensers e o dono do cachorro não recolher o cocô. Por isso é essencial que todos os moradores participem da fis­calização por um bairro mais limpo”, lembra Daniel.

Convidamos a Dra. Maria Carolina Bezerra, médica veterinária, para falar sobre as doenças que podem ser transmitidas através do cocô de cachorro.

CHK: Quais são as doenças mais comuns contraídas pelos seres humanos e pelos animais por causa das fezes dos cachorros?

Dra. Maria Carolina: A doença mais comum que pode ser contraída é a giardíase. É importante que o leitor en­tenda que para contrair essa enfermidade é necessário ingerir, por via oral, as fezes do cão. Por mais que isso pareça algo impossível, é mais comum do que parece. O animal, ao cheirar as fezes que estão na rua, pode ficar com cistos no focinho ou com um minúsculo pedaci­nho de fezes no pelo (ou nas patas). Então, o dono, ao acariciá-lo ou beijá-lo, poderá entrar em contato com o transmissor e contrair a doença.

CHK: Qual a importância de conscientizar as pessoas para que recolham o cocô do seu cachorro ao levá-lo para passear?

Dra. Maria Carolina: O mais importante é evitar a dis­seminação de doenças, como, por exemplo, a giar­díase. Ela é traiçoeira porque em muitos casos não provoca sintomas, ou seja, o animal tem o cisto, mas não desenvolve a doença.

CHK: Ao ser contaminada, como a pessoa deve proceder?

Dra. Maria Carolina: No caso da giardíase, os sin­tomas são vômitos e/ou diarreia. A pessoa deverá procurar imediatamente um médico, que depois de realizar os exames necessários, con­cluirá o diagnóstico. Dependendo da situação, talvez seja preciso investigar o animal.

MORADOR, FISCALIZE!

Um bairro mais limpo também depende de você. Recolher o cocô do cachorro é obrigatório por lei e a pessoa pode até rece­ber uma multa.

DAS RESPONSABILIDADES

Art. 15º Todo animal, ao ser conduzido em vias e lo­gradouros públicos, deve obrigatoriamente usar coleira e guia, adequadas ao seu tamanho e porte, ser conduzido por pessoas com idade e força suficiente para controlar os movimentos do animal, e também portar plaqueta de identifi­cação devidamente posicionada na coleira.

Parágrafo único. Em caso do não cumprimento do disposto no caput deste artigo, caberá multa de R$ 100,00 (cem reais), por animal, ao proprietário.

Art. 16º O condutor de um animal fica obrigado a recolher os dejetos fecais eliminados pelo mesmo em vias e logradouros públicos.

Parágrafo único. Em caso do não cumprimento do disposto no caput deste artigo, caberá multa de R$ 10,00 (dez reais) ao proprietário do animal”.

Redação CHK

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Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
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