Todos temos, em maior ou menor grau, alguma forma de medo: de enfrentar certas situações, de dizer a verdade a quem precisa ouvi-la, de mudanças, temor do desconhecido ou ainda, eventuais momentos de angústia ou pânico.

O medo é a antítese do amor, no sentido que há uma necessidade de voltar-se para o interior, fechar-se sobre si mesmo a causa da fragilidade que o indivíduo sente. O amor é centrífugo, emana desde o interior.  Quem vibra amor não precisa proteger-se nem fechar-se, pois ele é a solução contra os estados negativos.

Cada vez que fugimos dos nossos medos ou emoções correlatas: receio, pavor, sobressalto e apreensão, eles se reforçam.  Como podemos dominar o medo? Geralmente o somatizamos na região abdominal e no plexo solar, precisamente onde vão agir as técnicas do Yoga. Através do efeito das visualizações, exercicios respiratórios, contrações e asanas (posturas físicas) criaremos uma nova memória corporal com a qual estaremos em condições de sublimar a desordem emocional em questão.

É sugerido kryas, limpezas internas e concentração, contrações abdominais, algumas posturas mais fortes, como de equilíbrio e extensões, quando temos que ir um pouco além de nossa zona de conforto, e tais posturas alinhas com contrações de centros de força.

Yoganidra, relaxamento com mentalização para sublimar e transformar essa emoção em seu oposto: confiança, segurança, fé e firmeza de ânimo, Mantra japa com os bija mantras Vam e Ram, centros de força onde se localiza essa emoção e Meditação. Traçar o perfil do nosso samskara (condicionamentos) e identificar as vasanas (desejos) que possam estar condicionando-nos a sentir medo ou a agir de acordo com um determinado padrão.

Cultivar tapas, autodomínio, svadhyaya, a observação atenta de si mesmo, e Ishvara pranidhana, que é permitir que a força da vida se manifeste através de nós mesmos.

Daniela Monteiro

Daniela Monteiro

Professora de Yoga há 18 anos, com formações em Vinyasa Yoga e Ashtanga Yoga, entre outros, vem investigando a filosofia Vedanta, o Tantra,Ayurveda e outros saberes orientais, sempre aprendendo e aplicando o ensinamento à vida.
Daniela Monteiro