Marcelo Kekligian estava assistindo a Copa do Mundo no Brasil, em junho, quando conheceu o americano Ori Elsen, fundador da ONG Ball to All, que distribui bolas de futebol para crianças em diversos lugares do mundo. A entidade acredita que estimulando o esporte e a brincadeira, ajuda as crianças a crescerem felizes e saudáveis, ficando longe dos problemas sociais.

De imediato, Marcelo se apaixonou pela ideia e correu atrás para trazer a proposta para o Brasil, tornando-se embaixador da ONG no país. Os embaixadores são os responsáveis por re­ceber as doações da Ball to All e repassar a alguma entidade próxima à sua localidade.

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O projeto Arrastão, responsável por acolher e dar suporte para famílias carentes da região do Campo Lim­po desde 1968, foi a primeira entidade a receber as do­ações no Brasil. Na tarde do dia 17 de junho, Marcelo e alguns amigos foram até a sede do Arrastão e fizeram a diferença na vida de 150 crianças.

Em entrevista para CHK, Marcelo Kekligian conta mais sobre a organização no Brasil:

CHK: Qual sua função na ONG Ball to All?
Marcelo: Eu sou embaixador da ONG no Brasil. Os embaixadores são os repre­sentantes da ONG nos países em que atuam. Minha fun­ção é levar um sorriso para cada criança no Brasil. Ao entregar uma bola, em qualquer situação, não somen­te a uma criança, mas a qualquer pessoa, ela reage com um sorriso e começa a brincar imediatamente. Isto é mágico.

CHK: Como foi o primeiro contato com a ONG?
Marcelo: Associei-me à Ball to All pelo site da organiza­ção. Na página, preenchi o formulário para ser o embaixa­dor do projeto. Fui aceito e logo procurei alguma entidade séria que aceitasse as doações. Fiquei sabendo do “Arras­tão” e, junto com um grupo de amigos, fiz a primeira doação.

CHK: Como as pessoas podem ajudar? Elas podem fazer a doação pela Internet?
Marcelo: Sim, elas podem fazer a doação diretamente pelo site da Ball to All. As quantias doadas em dinheiro são convertidas em bolas. No Brasil, eu sou o contato da or­ganização, por isso quem precisar de mais informações pode entrar em contato por email ([email protected]). Aqui em São Paulo o projeto ainda está sendo construído. Quem souber de alguma entidade que queira receber as doações, pode entrar em contato pelo mesmo endereço eletrônico. Agora, se quiser ser o embaixador da ONG em outros estados, é só entrar no site e requerer a represen­tação com a Ball to All.

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CHK: Como é o seu trabalho na ONG? O quanto você con­segue se dedicar para “Ball to All”?
Marcelo: Felizmente consigo conciliar com o meu trabalho formal. Sem­pre acho uma maneira, seja no final do dia, nos finais de se­manas ou em alguma brecha durante o expediente. Fazer o bem é super energizante, vale a pena cada minuto dedicado.

CHK: Você já participou de outros projetos sociais? Qual a importância de dedicar um certo tempo da semana para isso?
Marcelo: Sempre que posso participo de algum projeto social. Por exemplo, é comum eu ajudar na arrecadação de alimentos para a creche Lina Rodrigues. Na empresa que eu trabalho lancei uma campanha para arrecadação de brinquedos para o Dia das Crianças. Acho importantíssimo fazer o bem, acre­dito que no mundo em que vivemos não existe espaço para egoísmo. Todos necessitam de ajuda. A ajuda não precisa ser enorme, muitas vezes um simples gesto pode transformar uma vida. Sempre acreditei que podemos fazer mais.

CHK: Como você se sente depois das doações?
Marcelo: Ver o sorriso no rosto de cada uma daquelas crianças me deixa muito feliz e me faz entender que com um sim­ples gesto é possível mudar o dia de um ser humano. Eu estou certo pela alegria das crianças, que através daque­las bolas, elas levaram para casa uma história para contar para suas famílias. A história de uma tarde diferente, que brincaram e, no final, a criança carente de entretenimento levou o brinquedo para casa. Toda vez que volto nas en­tidades auxiliadas, as crianças me agradecem e me cha­mam de “tio da bola”.

CHK: O que significa para você ser o representante da ONG aqui no Brasil?
Marcelo: É gratificante ser o embaixador da ONG no Brasil. Eu adorei a ideia do Ori Eisen, comprei na hora. Poder ser o precursor do projeto, em plena Copa do Mundo no Brasil, exatamente no esporte que simboliza a paixão do brasi­leiro pelo país, é uma honra. Eu estou certo que outros embaixadores aparecerão pelo país e com isso milhares de bolas serão distribuídas para nossas crianças. Ter dado o pontapé inicial me deixa muito feliz. Certamente a minha realização virá quando outros brasileiros se tornarem em­baixadores da Ball to All no Brasil.

Redação CHK

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