Qual a primeira coisa que vem a sua mente quando ouve a palavra finanças?

“Nada”

“Tudo”

“Dinheiro”

“Não quero nem pensar”

“Meu passado me condena”

“Devo começar a pensar mais”

“Algo que está nos meus planos para o futuro, com certeza”

“Supervalorizada, vivo um dia por vez e tá bom”

“Não sai da minha mente mas não sei mais o que fazer”

Pois bem, vou colocar uma situação simples e binária para ajudar o cenário: você conhece alguém que vende o presente para ter futuro? Aquele conhecido que não gasta um centavo pois precisa poupar para o futuro. Em matéria de finanças sua crença é ser seguro, todo o resto é esbanjar. E alguém que faz o oposto, vende o futuro em troca do presente? Pessoas que distorcem o dogma do carpe diem, não sabe se estará vivo amanhã então o negócio é consumir agora. “Finanças a gente corre atrás, eu mereço, trabalhei, estou cansado e vou viver o melhor que eu puder pagar”.

Não tenho dúvida alguma que conhecem os dois tipos, ou se reconhecem em algum deles, e que o exemplo foi simplista, apenas para ilustrar, pois no dia a dia o balanço é mais difícil. Também sei que deduzem o que vou falar em seguida, principalmente quem já leu as colunas anteriores. Equilíbrio! Nesse quesito as extremidades em geral são as mais fadadas ao erro, apesar do conceito livre de “certo/errado”. O que quero acrescentar é o Nível de Consciência. Cada ser humano está no seu próprio nível de consciência devido à sua criação, crenças, os exemplos que teve, padrões que repete, escolhas que fez na vida, verdades que não testa, etc. Isso é um fato, não cabe julgar melhor ou pior. Quero trazer aqui a discussão sobre estagnação, aceitar sempre o mais fácil, que situações são simplesmente binárias, não ter vontade de mudar seu nível de consciência ou não se rebelar quando o impedirem.

“Filho invista em terras!”, “Imóveis, lembre-se invista em imóveis, ninguém pode tirar de você”, “Vou ficar no simples mesmo, essa coisa rebuscada de investimento é pra quem tem muito dinheiro”, “Meu você não investe em ações? Como assim? Você tá por fora, a gente tem que ser esperto, ir pra onde rende mais”, “Um dia eu começo a planejar minha vida, só estou muito ocupado agora” – Essas são frases muito comuns, quem já não escutou pelo menos uma? Todas elas demonstram polarizações, não equilíbrio. Cada um acha que tem a verdadeira verdade.

Quantos de nós não fomos a palestras motivacionais, webinars sobre produtos fantásticos para investir, vídeos no Youtube, lemos livros com fórmulas, histórias, lições sobre dinheiro e vida. No dia ficou eufórico, agora vai. Na semana seguinte lembra vagamente da intenção, fica frustrado, dá de ombros e segue na mesma.

Como escutei recentemente numa palestra do Sr. Tadashi Kadomoto (terapeuta e fundador do instituto ITK), quem quer mudança rápida, indolor e barata está atrás de uma desejada utopia. Eu complemento: experimente, teste, não acredite, tenha força, humildade de pedir ajuda em algo que não sabe ou não consegue. Respeite o nível de consciência dos outros, mas não se conforme com o seu, ele é que faz sua vida render mais. As finanças servem à vida e não o contrário. Por isso é a vida que vai ditar se suas finanças vão render.

 

Eduardo Lima

Eduardo Lima

Graduado em Administração, Pós-Graduado em Gerenciamento de Projetos, Certificações internacionais em Projetos e Riscos, Planejador Financeiro e de Vida.
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