A última edição da Revista CHK trouxe como matéria de capa a luta de um grupo de moradores do bairro para reverter a situação urgente causada pelos frequentes apagões de energia elétrica na Chácara Klabin. Criado em maio deste ano, o coletivo Apagões Chácara Klabin começou no Facebook, onde hoje reúne mais de 280 membros, para logo depois ultrapassar as barreiras das redes sociais e organizar ações como uma petição encaminhada ao Ministério Público, reclamando das constantes interrupções no fornecimento e da falta de perspectiva de resolução a curto e médio prazo, e que reuniu mais de 160 assinaturas de moradores da região e 49 casos protocolados quedas de energia não programadas. Outra ação do coletivo foi a participação em uma audiência pública, convocada em julho com o apoio do vereador Police Neto, para cobrar medidas da fornecedora AES Eletropaulo e da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo – Arsesp.

No dia 15 de julho, durante sessão da Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia, representantes do Apagões Chácara Klabin tiveram a oportunidade de expor as dificuldades e reclamações dos moradores do bairro aos vereadores, munícipes e porta-vozes dos órgãos responsáveis. Advogado e membro do coletivo, Roberto Fabrício destacou em sua fala os impactos negativos que a situação impõe aos vizinhos e comerciantes, e a negligência no atendimento denunciada pelos usuários. Em resposta, o diretor comercial da AES Eletropaulo, Rogério Pereira, trouxe aos presentes um levantamento sobre as interrupções no fornecimento de energia elétrica na região da Chácara Klabin, pontuando quando houve casos programados, não programados e a duração dos intervalos sem eletricidade. O representante ainda apontou a queda de árvores como principal causa dos apagões. “A cidade registrou no ano passado mais de 2 mil quedas.

Uma árvore nunca cai sem levar um fio junto”, afirmou. Roberto Fabrício contesta essa informação. “Apenas em 2015 nós registramos pelo grupo pelo menos o dobro ou até o triplo de apagões em comparação aos números apresentados pela AES Eletropaulo. Além disso, a maioria desses episódios aconteceu em dias em que não havia chuva, vento ou qualquer queda de árvore na região. Temos certeza que a situação real é mais grave e tem a ver com sub-dimensionamento da rede, que não suporta a demanda elétrica do bairro”, reclama. Confirmando a versão dos moradores da Chácara Klabin, Rogério Pereira prosseguiu a apresentação revelando aos presentes que a AES Eletropaulo planeja investir cerca de R$51 milhões em infraestrutura na região, incluindo a construção de uma nova subestação mais próxima ao bairro, que encurtará a distância entre as residências da Chácara Klabin e a atual subestação que alimenta o trecho, no Sacomã. Segundo o diretor comercial, esse investimento diminuirá radicalmente o número de desligamentos n

Vereador Police Neto e a Audiência Pública com moradores do Klabin

Vereador Police Neto e a Audiência Pública com moradores do Klabin

ão programados na região. De acordo com o projeto apresentado pelo representante da AES Eletropaulo, a nova Subestação Vila Mariana começará a ser construída em 2017 e deverá ser concluída em 2018. Compõem ainda a nova estrutura 4 Km de rede subterrânea, 2 transformadores, linhas de distribuição subterrâneas, linhas de distribuição aéreas e canal subterrâneo.

A nova s u b e s t a ç ã o abrigará seus transformadores e possuirá proteção acústica para evitar ruídos.

A ETD será comandada remotamente pelo Centro de Operações da distribuidora. Praticamente toda a rede da Chácara Klabin será transferida para a nova Subestação Vila Mariana. O investimento prometido, entretanto, não livrou a AES Eletropaulo de ser penalizada pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo – Arsesp. Segundo o órgão, o número acima da média de desligamentos não programados na cidade rendeu no último ano cerca de R$14 milhões em multa para a empresa fornecedora de energia elétrica. O vereador Police Neto, aliado do coletivo Apagões Chácara Klabin na luta por fornecimento regular de eletricidade, vai além e acredita que é preciso que haja um canal fixo de comunicação entre a AES Eletropaulo, a Câmara dos Vereadores e os munícipes. “O investimento em estrutura é positivo, mas foi preciso convocar uma audiência pública para que ficássemos sabendo dessas propostas.

 

O desafio que lançamos aqui para a empresa é que seja criado um fluxo de informações que atenda melhor à população”, cobra o vereador. Idealizador do grupo, Daniel Moral acredita que a conquista junto à fornecedora de energia elétrica reflete o potencial de transformação que há na organização ativa dos moradores. “Grandes coisas começam com simples iniciativas. O projeto da nova Subestação Vila Mariana representa uma grande conquista para a comunidade da Chácara Klabin e pode solucionar uma das principais reclamações de moradores e comerciantes do bairro. Nossa missão agora é continuar a cobrança para que a situação dos apagões seja normalizada o mais rápido possível e que as promessas da empresa saiam do papel. A luta está apenas no começo”, afirma

Proposta da AES Eletropaulo - Investir R$52 milhões na nova subestação

Proposta da AES Eletropaulo – Investir R$51 milhões na nova subestação

Redação CHK

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Somos apaixonados por comunicação e pela Chácara Klabin. Acreditamos que moradores unidos têm o poder de transformar o bairro e a cidade onde vivem.
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